A fase do atacante William, da Ponte Preta, é realmente fantástica. O jogador da Macaca deixou a sua marca pelo quarto jogo consecutivo na vitória por 3 a 1 sobre o Criciúma, no domingo, e se isolou ainda mais na liderança do Prêmio Artilheiro do Ano. Ele agora tem 24 gols na temporada, dois a mais que seus principais perseguidores: Careca, do Paysandu, e Rafael Costa, do Figueirense, que não marcaram no fim de semana. De quebra, William também assumiu a ponta da artilharia do Brasileirão com nove bolas nas redes.
Entre os primeiros da lista, Hernane, do Flamengo, foi o único a reduzir a diferença para o líder. O brocador marcou dois gols na vitória do Rubro-Negro por 3 a 2 no clássico com o Fluminense, no Maracanã, e chegou aos 18 no ano. O atacante divide a nona colocação com outros cinco jogadores: Aleílson, do Paragominas, Bruno Rangel, da Chapecoense, Elton, ex-Náutico, Magno Alves, do Ceará, e Rodrigo Silva, do ABC. Todos passaram em branco nesta rodada.
Vale ressaltar que somente competições oficiais envolvendo clubes brasileiros fazem parte da disputa do Prêmio Artilheiro do Ano: a primeira divisão de todos os estaduais do país, as Séries de A a D do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil, a Copa do Nordeste, a Taça Libertadores da América, a Copa Sul-Americana, a Recopa Sul-Americana, a Copa Suruga e o Mundial de Clubes.
O PRÊMIO
O troféu do Prêmio Friedenreich é uma iniciativa do programa “Globo Esporte”, da TV Globo, em parceria com o GLOBOESPORTE.COM. E a disputa para ganhar o troféu é bastante democrática – e, com isso, acirradíssima. Todos os que disputam as Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro estão na briga. Além dos gols marcados nas quatro divisões da competição, serão contabilizados os feitos nos Estaduais (apenas da primeira divisão), Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Taça Libertadores, Copa Sul-Americana, Recopa Sul-Americana e Mundial de Clubes da Fifa.
O HOMENAGEADO
Se Charles Miller trouxe a bola para o país e deu, com isso, o pontapé inicial para aquela que se tornou a grande paixão nacional, Artur Friedenreich foi um dos pioneiros do talento “made in Brazil”. Ainda que existam controvérsias sobre o número de gols marcados pelo atacante – uma estatística aponta 1.329, apesar de outras assegurarem pouco mais de 500 -, a história, seja pelos recortes de jornais ou pelos testemunhos dos já saudosos bisavós, confirma que Fried foi um jogador extraordinário. Conquistou sete títulos paulistas (seis pelo Paulistano e um pelo São Paulo da Floresta, que deu origem ao atual São Paulo Futebol Clube), uma Copa Rocca (1914) e dois Sul-Americanos (1919 e 1922) pela seleção brasileira. Ainda no Campeonato Paulista se consagrou como artilheiro em oito edições.
OS VENCEDORES
2008 – Keirrison (Coritiba), com 41 gols
2009 – Diego Tardelli (Atlético-MG), com 39 gols
2010 – Jonas (Grêmio) e Neymar (Santos), com 42 gols cada
2011 – Leandro Damião (Internacional), com 38 gols
2012 – Neymar (Santos), com 43 gols
Fonte: EG

