Após a vitória sobre o Fluminense por 3 a 2, o Flamengo vai demorar a reencontrar o Maracanã, para a tristeza de seus torcedores do Rio de Janeiro. Os próximos três jogos do clube como mandante serão em Brasília, contra São Paulo, Grêmio e Vitória. O Rubro-negro só deve voltar a atuar no “Maior do Mundo” em setembro.
Historicamente, a relação Flamengo e torcida é engrandecida por vitórias marcantes. Uma nação que empurra um time na direção dos títulos. A vitória no Fla-Flu remeteu à tradição, mas, diante da dura realidade financeira do clube, quem sai perdendo é a identidade da equipe com o torcedor. Apegada às receitas, a gestão Eduardo Bandeira de Mello deixa de lado a força rubro-negra no Maracanã em nome das receitas do Mané Garrincha, pelo menos até o fim do turno do Campeonato Brasileiro. Em quatro jogos como mandante em Brasília, o Flamengo arrecadou cerca de R$ 3,2 milhões.
Essa mudança de casa do Flamengo, do Maracanã para o Mané Garrincha, não agradou em nada aos ídolos do clube.
– O Maracanã continua sendo a casa do Flamengo. O alçapão é lá. A verdade é que o estádio tem um elo com o clube. A vida toda foi a nossa casa, o fundo do nosso quintal. Quando o time joga bem no Maracanã, é quase imbatível. Seria importante jogar agora no estádio, pelo momento que atravessa, de reconstrução no elenco. Além do mais, essas constantes viagens desgastam – disse Andrade, ídolo como jogador e campeão como técnico do Flamengo.
Os ídolos Nunes e Raul engrossam o coro.
– O Maracanã é a casa do Flamengo. O clube se sente bem no Maraca, a torcida, até a imprensa. O estádio é uma peça fundamental nas boas campanhas do time. É claro que o Flamengo tem de jogar bem, mas um Maracanã cheio ajuda, e muito – disse Nunes.
– O Maracanã é legal, é uma força a mais. Sempre foi um grande aliado do Flamengo nas campanhas históricas. Se continuasse nas mãos do clube nos próximos jogos, sem dúvida alguma que a possibilidade de uma arrancada aumentava – afirmou Raul.
Fonte: Extra Globo

