Depois de ver seus torcedores enfrentarem diversos problemas na compra e retirada de ingressos para as partidas da equipe no Maracanã, a diretoria do Fluminense resolveu compensá-los e fez uma grande promoção para o duelo do último domingo, diante do Flamengo.
Contudo, nem mesmo o abatimento no preço, que alcançava 75% em alguns, fez a torcida tricolor superar em número os rubro-negros no estádio. Além da disparidade nas arquibancadas, a situação também gerou fato curioso na renda da partida.
Diferentemente do que era praxe antes da reforma no Maracanã, o clássico não teve sua renda repartida igualmente entre os dois clubes. Mandante da partida, o Tricolor, cumprindo seu contrato com a Maracanã SA, ficou com o montante equivalente às cadeiras posicionadas atrás dos gols, relegando à concessionária os lucros dos setores VIP mais bares e estacionamento.
Desta forma, o Fluminense viu dois terços de seus R$ 811.741,09 – que sofreram penhora de quase R$ 30 mil – terem sido pagos pela torcida adversária. Maioria no estádio, os rubro-negros compraram 12208 ingressos para o setor norte, totalizando R$ 670.240,00 de arrecadação.
Por sua vez, a torcida do time das Laranjeiras teve apenas 8970 assentos ocupados que, com a redução promovida pelo clube a qual beneficiou mais de 4000 sócios, foram responsáveis por R$ 335.460,00.
Consórcio fecha primeiro mês com melhor faturamento
O jogo de domingo também marcou o primeiro mês de controle da Maracanã SA sobre o estádio. E a data deve ter sido bastante comemorada por seus investidores. Com arrecadação recorde e a melhor presença de público nos setores exclusivos, fruto principalmente da diminuição nos preços, o consórcio faturou R$ 679.113,44 após o pagamento de todas as despesas da partida.
O valor é bastante significativo. Em sua reinauguração – Vasco 3 a 1 Fluminense -, o Maior do Mundo recebeu o melhor público de sua nova fase, mas, com bilhetes entre R$ 100 e R$ 300, a administradora colocou apenas 3324 torcedores em seus lugares, lucrando menos de R$ 300.000,00.
No domingo, quando o ingresso VIP mais caro custou R$ 180, a Maracanã SA comercializou 8360 tíquetes, obtendo o dobro do faturamento de sua primeira partida.
Fonte: Ei

