Uma das características do Flamengo em 2013 é a falta de uma escalação definida. Seja por contusões, suspensões ou opção técnica, Mano Menezes tem oferecido chances a quase todos no elenco, em que o único titular indiscutível é Elias. Talvez pela incapacidade de seus concorrentes em garantirem uma vaga no time, Carlos Eduardo terá mais uma oportunidade na quinta-feira. Após duas partidas em que começou jogando e foi bem avaliado, contra o Atlético-PR, no Maracanã, ele pode fazer os torcedores rubro-negros deixarem de vez a desconfiança de lado.
Grande contratação do clube no ano, ao lado de Elias, Carlos Eduardo chegou badalado e vestiu a camisa 10 em sua apresentação, mas nunca correspondeu às expectativas e passou a usar o número 20. Sob o comando de Mano, que foi seu treinador quando surgiu nos profissionais do Grêmio, entrou em campo em dez partidas oficiais, sete como titular.
Com apenas um gol marcado no ano (contra o Cruzeiro, no Mineirão, pela Copa do Brasil), Carlos Eduardo foi autor de uma assistência para Hernane na vitória sobre o Santos, na última semana, quando teve boa atuação. Contra a Ponte Preta, assim como todo o time, não se destacou. Mas não se escondeu do jogo em Campinas, uma das críticas mais corriqueiras desde que se transferiu para o Flamengo. Em um time em que meias-atacantes como Gabriel, Rafinha, Paulinho, Bruninho, Adryan e Fernandinho se revezam em campo sem ganhar o aval definitivo do torcedor, o pouco que fez já é suficiente para garantir sua vaga no time.
— Ele (Carlos Eduardo) vem buscando. Está mais motivado e, cada vez mais, tem melhorado. Ele está ali para armar, para botar o atacante na cara do gol — destacou, ontem, Luiz Antônio. — A gente tem passado que ele tem que ter mais confiança nele mesmo para mostrar o futebol que todos nós sabemos que ele tem.
Luiz Antônio é outro que também tem tido suas oportunidades. Ele entrou nos últimos seis jogos, apenas uma vez saindo do banco. Polivalente, atuou como primeiro volante, segundo volante e improvisado na lateral direita. Quebra-galho para todas as horas, ganhou moral na equipe e foi, inclusive, responsável por cobranças de falta próximas à área do adversário.
Fonte: O Globo