No início do segundo tempo, ontem à tarde, no Mineirão, irritado com a atuação do gaúcho Anderson Daronco, o técnico do Flamengo, Mano Menezes, foi à beira do gramado, dirigiu-se ao quarto árbitro e reclamou muito. Não satisfeito, ao ver que Marcelo Oliveira estava próximo, estendeu a queixa ao colega do Cruzeiro, gesticulando: “Mas ele só marca contra nós”. Imediatamente, também agitando os braços, o outro respondeu: “Não só contra você, mas também contra a gente”. E voltou as atenções para o campo, onde seu time estava de posse da bola. Um pequeno senão em meio ao respeito que os dois demonstraram ao se cumprimentar antes e depois do jogo.
‘Troca de gentilezas’ entre Mano Menezes e Marcelo Oliveira.
Vitória garantida, Marcelo fez questão de destacar: “Estamos bem conscientes do que é esta competição”. Ele saboreava o 12º triunfo no Brasileiro, a liderança isolada com 40 pontos e a invencibilidade mantida no estádio, não deixando, porém, de observar: “Mas é uma competição equilibrada e difícil, em que a força física é primordial. Vocês viram bem o que foi este jogo contra o Flamengo. Poderíamos ter feito o segundo gol para ter um placar mais confortável e não conseguimos. E corremos riscos de levar o empate, porque é assim o futebol”.
Para Marcelo, faltou ontem ao Cruzeiro maior poder na definição das jogadas e imprimir mais velocidade para fugir da marcação do Fla. Ele esperava mesmo dificuldades, embora tenha lembrado que Fábio foi pouco exigido. O técnico confirmou que Júlio Baptista e Henrique foram apenas poupados depois de ser muito exigidos nos dois últimos jogos. Os dois não atuavam havia muito tempo. Mas não confirmou se eles retornam quarta-feira contra o Goiás, no Serra Dourada. Os treinos de hoje e de amanhã é que definirão.
A troca de Mayke por Egídio foi justificada pela necessidade de preservar o lateral-esquerdo, que havia sido advertido com cartão amarelo, e pela força do substituto pela direita. Prova disso é que coube a Mayke o cruzamento para Ricardo Goulart definir o resultado.
SHOW DA TORCIDA
A torcida celeste vibrou novamente com uma boa vitória. Ela procurou abafar os gritos dos mais de 3 mil torcedores rubro-negros, que provocavam: “Eliminado!”. Referiam-se à Copa do Brasil. A resposta celeste foi no mesmo tom: “Tetracampeão”. Remetiam aos títulos de 1993, 1996, 2000 e 2003. Não houve atrito entre torcidas rivais. A não ser os confrontos entre torcedores de organizadas do próprio Cruzeiro, provocando alguma correria ao redor do estádio e exigindo a pronta intervenção da PM.
Fonte: Super Esportes
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