Uma bomba de Amaral, aos 30 minutos do primeiro tempo, garantiu ao Flamengo um resultado importantíssimo, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil. Até o chutaço do volante, disparado de fora da área, estufar a rede de Weverton, o Atlético Paranaense era dono das ações e já vencia por 1 a 0, gol de Marcelo, aos 17 minutos, também num lindo chute de fora da área.
Com o 1 a 1 no placar, a partida se equilibrou e, apesar de perder dois jogadores por contusão, ainda no primeira etapa (André Santos e Chicão), o Fla conseguiu neutralizar bem a pressão do Furacão e levou a igualdade para o vestiário (Samir e João Paulo, que substituíram os machucados, cumpriram bem suas missões).
Após o intervalo, o panorama se modificou um pouco, pois os cariocas recuaram demais e os paranaenses se lançaram decididamente ao ataque, na tentativa de fazer o gol de desempate. Quase conseguiram, numa cabeçada de Luís Alberto, mas Felipe fez grande defesa e espalmou.
À medida que o tempo ia passando, o Atlético avançava mais e os espaços para os contra-ataques começaram a surgir. Com um pouco mais de capricho, o Flamengo poderia até ter voltado do Paraná com a vitória: Hernane, Luís Antônio e Leonardo Moura chegaram a ter excelentes oportunidades para desempatar, mas todos chutaram para fora. Isso sem falar nas várias jogadas que acabaram neutralizadas pela lentidão e a tradicional inutilidade de Carlos Eduardo.
Nos minutos finais, Jayme tirou o queridinho de Paulo Pelaipe e fez entrar, outro de seus contratados: Diego Silva, alteração tática (de recuo) que entregou definitivamente o meio-campo aos rivais, que pressionaram até o fim, mas não conseguiram chegar ao gol que lhes garantiria a vitória.
Com o 1 a 1, o Fla pode ser campeão até com um 0 a 0, na partida de volta. Mas se o 1 a 1 se repetir haverá disputa por pênaltis e qualquer outro empate dará o título ao Atlético Paranaense.
No Paraná, a equipe dirigida por Jayme não foi brilhante (longe disso), mas esbanjou disposição, entrega e preparo físico. Basta dizer que o melhor em campo foi… AMARAL!
Com todos os méritos!
Fonte: Blog do Renato Maurício Prado



























