Já vi muita coisa em futebol. Sei lá por que, no entanto, ainda me surpreendo. Não entendo, por exemplo, a decadência de Luís Fabiano, ex- temível artilheiro, centroavante da Seleção Brasileira na última Copa do Mundo e que agora mais parece um peso morto no ataque do São Paulo quando joga: disse “quando”, pois vive a frequentar o departamento médico do clube.
Avallone comenta momento de Flamengo, São Paulo, Grêmio e Atlético-PR.
Foi quase uma nulidade no bom empate do São Paulo diante do colombiano Nacional, em Medellin, em partida sem gols. Sem gols e sem brilho, mas resultado suficiente para levar o tricolor à seminal da Copa Sul- Americana, da qual foi o campeão no ano passado. Desta vez, creiam, sem nenhuma contribuição de Luís Fabiano.
Até pelo contrário, Luís Fabiano jogou mal. Muito mal. E o ataque melhorou um pouco com a entrada de Ademilson em seu lugar. Creio que se fosse feita uma pesquisa, hoje, entre a preferência da torcida sobre quem deveria ser o centroavante da equipe. Aloísio “Boi Bandido” ganharia de goleada do badalado Luís Fabiano.
Suas atuações provocaram considerações até comedidas do comentarista Casagrande (da Globo) que acredita estar ocorrendo com o ex- Fabuloso o mesmo que aconteceu com ele, Casão, em outros tempos: “Chega a hora que a gente precisa repensar a carreira, o modo de jogar. Aconteceu comigo… O jogo está muito rápido para o Luís Fabiano”.
Se não me falha a memoria, em determinado momento, ao perceber que lhe faltava velocidade, Casagrande- que era centroavante- recuou para a meia, posição em que ainda rendeu bem por um certo tempo. Não lhe faltava disposição. Disposição que, sinceramente, não vejo em Luís Fabiano e nem mesmo observo cacoete para novas funções.
Será o fim?
Outro centroavante que anda a perigar é Barcos do Grêmio. O time está há 5 jogos sem fazer um único golzinho, mesmo contando com o argentino, com Kleber “Gladiador” e o ótimo Vargas.
Pode ser culpa do esquema tático. Pode ser.
Mas este Barcos, lento e desengonçado, não lembra nem um pouquinho aquele “Pirata” que arrasava no Palmeiras.
Será que é ele mesmo?
Chamo de heróis emergentes, tanto quanto surpreendentes, um técnico e um goleador. O técnico é Vagner Mancini, do Atlético Paranaense, que apanhou o Furacão na zona do rebaixamento e o levou à vice- liderança do Campeonato Brasileiro e a eliminar o Grêmio (que, um dia o dispensou) da Copa do Brasil. O goleador é Hernane, em quem antes não se apostava ficha alguma e que marcou mais um gol na vitória do Flamengo sobre o Goiás (2 a 1), em noite de Maracanã lotado. Transformou-se em Hernane “Brocador”.
O Furacão de Mancini e o Mengão de Hernane farão a final da Copa do Brasil. Ao vencedor, uma vaga na Libertadores.
Fonte: Blog do Avallone
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