No empate (1 a 1) de quarta-feira em Curitiba, foi elevado o número de bolas rebatidas, chutões como arma defensiva para espanar a pelota para longe. Escrevi sobre isso no blog — clique aqui e leia —, pois a média foi de quase uma bola rebatida por minuto, afastada do jeito que dá, no bumba-meu-boi inclusive. O jogo ficou feio em alguns momentos.
O Barcelona, para dar um exemplo bem radical, chega a dar míseras quatro rebatidas num jogo, como na vitória recente sobre o Ajax por 4 a 0 na Liga dos Campeões. Na Copa das Confederações, o Espanha rebateu, em média, 14,8 bolas por jogo e o Brasil 26,8. O Japão, líder desse ranking, acumulou média de 37,3 rebatidas por cotejo.
Mas existe uma importante diferença de comportamento de um dos dois times se observarmos Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Afastar a bola com chutões sem cerimônia é parte da estratégia do Atlético Paranaense, que o Flamengo adota bem mais apenas no mata-mata da Copa do Brasil, onde vai bem. Já no Campeonato Brasileiro, no qual faz modesta campanha, tal recurso é muito menos utilizado pelo time carioca.
Rebatidas na Copa do Brasil
Flamengo
1 x 1 Botafogo – 40
otafogo 0 x 4 – 47
Goiás 1 x 2 – 44
2 x 1 Goiás – 41
Atlético-PR 1 x 1 – 49
Atlético Paranaense
Internacional 1 x 1 – 54
0 x 0 Internacional – 50
1 x 0 Grêmio – 37
Grêmio 0 x 0 – 57
1 x 1 Flamengo – 40
Copa do Brasil
Os que mais rebateram*
Nacional 53,5
Luverdense 51,5
Palmeiras 49,5
Atlético-PR 43,3
Grêmio 42,2
Flamengo – 42,0
* média, desde as oitavas-de-finais
Fonte: ESPN



























