Fui ao que dizem que é o Novo Maracanã.
Em uma final do Flamengo.
Com 70 mil pessoas dentro.
Teve fila gigante para entrar uma hora antes do jogo.
Em dado momento, os policias disseram “Abriram os portões. Podem entrar. Só ter o ingresso na mão”!!!!! (sinceramente, um completo absurdo).
Eu e meu pai juntos de novo em um jogo do Flamengo, após mais de 20 anos.
Entramos. Enquanto estamos na rampa, uma bomba explode no pátio abaixo.
Chegamos à arquibancada 35 minutos antes do jogo. Logicamente, os nossos lugares estavam ocupados.
Na verdade, todos os lugares pareciam estar ocupados!
Eu e ele assistimos o jogo em pé, no meio da escada que dá acesso às cadeiras! Em um estádio de Copa do Mundo!
Para desespero dos Blatters e dos Valckes da vida.
Logicamente não estávamos sozinhos. Em pé, no caminho de passagem, dezenas de pessoas.
Cantamos, vibramos, nos emocionamos.
Com a bola na trave do Luiz Antônio.
Com a angustiante força de vontade de Carlos Eduardo, mas que nada rendia.
Com cada bola tirada de qualquer jeito pelos leões Amaral, Wallace e Samir.
Xingamos o Vuaden (um completo rompante de um desequilibrado, dada a atuação excepcional do apitador).
Ficamos aflitos com as chegadas do Atlético Paranaense, que por 90 minutos pareceu (no imaginário de um torcedor) o Barcelona (era impossível perceber a péssima partida do Furacão).
Na hora dos gols, nos abraçamos. Nós dois. E também vários desconhecidos. Que pareciam melhores amigos de sempre.
Mesmo com o ingresso mais barato a 75 reais, o comportamento do torcedor foi o mesmo do que sempre foi a torcida rubro-negra.
Torcida rubro-negra que é presente em todas as camadas sociais.
E os que lá estavam nada deixaram a desejar aos folclóricos rubro-negros da geral.
Saber torcer pelo Flamengo sabem o pobre, o rico, o analfabeto, o PHD, o desdentado, o com a dentição perfeita, o honesto, o ladrão e por aí vai…
A ponto de uma torcida que pagou um “ticket médio” de, sei lá, uns 120 reais, assumir sua “condição” e gritar que era “Festa na favela!”.
Resumindo, tudo como sempre foi no MARACANÃ.
E APENAS Maracanã. Novo é o cacete!
Tudo como deve ser no Maracanã.
Isso, o Maracanã.
E você, caro lunático, tem certeza que não se arrependeu por dizer a besteira de que “o Maracanã perdeu sua alma”?
Se você, lunático, tem coragem de sustentar que o Maracanã perdeu sua alma, cuidado. Você deve estar sem a sua. E faz tempo…
Fonte: Blog do Vitor Sergio Rodrigues



























