A manifestações dos jogadores foi legítima e pacífica. Realmente pacífica. Nada parecido com o arremesso de ovos por torcedores do Botafogo no time que desembarcava após a derrota para o Internacional. Atitude que, aliás, não deu em nada. No jogo seguinte o time passou perto de perder para a Portuguesa no Rio de Janeiro, pois a Lusa teve um gol mal anulado.
Mauro Cezar Pereira crítica falta de bom senso dos árbitros.
Os atletas de futebol, finalmente unidos de verdade em busca do objetivo comum, resolveram cruzar os braços após o apito inicial. A manifestação se repetiu nos jogos da noite de quarta-feira. Se alcançarem seus objetivos, esses jogadores darão enorme contribuição não só a eles mesmos como aos companheiros que ganham pouco e passam boa parte do ano sem emprego.
Caso suas reindicações sejam atendidas, além de vermos os poderosos cartolas não tão poderosos assim, o espetáculo deverá melhorar, o trabalho das comissões técnicas e dos treinadores poderá ser mais bem desenvolvido e o torcedor irá lucrar também. Nesse cenário que se desenha, todos os envolvidos com o futebol ganharão, até os árbitros e auxiliares. Isso mesmo, até os homens do apito.
Assim como os atletas são obrigados a viajar e jogar muito em curtos períodos, os juízes de futebol e seus bandeirinhas passam pela mesma situação. Há semanas nas quais alguns deles vão a campo sem a recuperação física adequada, sem o tempo ideal para treinamento e descanso. Como acontece com os jogadores. Assim, os árbitros em geral deveriam apoiar tal iniciativa de quem joga futebol.
Mas o que se viu foi uma ameaça de advertência coletiva. Um festival de cartões amarelos logo após o início de um cotejo — clique aqui e leia mais. Tão patética situação não ocorreu graças à criatividade dos atletas. Dá nojo tamanha subserviência aos chefetes do futebol, além do autoritarismo diante dos atletas, como se fossem meros bonecos manipuláveis.
Pois se um dia eles o foram, pelo jeito não são mais. Mas no apito tal postura resiste. Patéticos!
Fonte: Blog do mauro Cezar Pereira
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