Pessoal, vamos passar uma borracha na semana passada, de domingo para trás. Vamos pegar outro tipo de borracha para descer no lombo dos adversários nos próximos dez dias. Precisamos recuperar o foco de quarta-feira em diante. No Brasileiro, temos três jogos para marcar um ponto, no máximo dois, só por desencargo de consciência. Talvez nem seja necessário. Enquanto isso, no roteiro da Copa do Brasil, temos dois compromissos importantes e complicados. É certo que os paranaenses caíram de produção e isso nos ajuda. Também é verdade que o descanso aos nossos titulares promoverá um preparo físico mais adequado a dois jogos decisivos. Mas, todo cuidado é pouco. A primeira batalha, em Curitiba, terá um cunho estratégico. Precisamos jogar com o regulamento debaixo do braço, com a consciência de que o misto de jogo e segundo tempo no Maracanã decidirá o título. A condução dessa partida no sul precisa do equilíbrio cirúrgico numa intervenção de morte ou vida. É hora de fazer valer a máxima de que “deixou chegar, o Flamengo ganha”.
Semana decisiva para o Flamengo.
O time tem se mostrado amadurecido nos jogos decisivos e não será diferente dessa vez. Vencemos os duelos contra o Cruzeiro, contra o Botafogo e contra o Goiás, o campeão brasileiro de 2013 e dois dos primeiros cinco colocados na competição. Isso nos credencia a enfrentar os paranaenses de igual para igual e trazer a decisão para o nosso Templo Sagrado, a casa das nossas mais pujantes comemorações. Com a tranquilidade ratificada jogo após jogo, o Jayme de Almeida ajustará suas peças e conduzirá seus comandados a um título com a cara do Flamengo, quando ninguém espera. Aliás, essa conquista, quando concretizada, deve ser creditada ao técnico atual e ao elenco, com menção honrosa à torcida. A ninguém mais. Qualquer outra carona nesse título será oportunista, pois em relação ao futebol as decisões da diretoria foram as piores.
A temporada desse ano pode ser salva pelos gritos de “É Campeão” no próximo dia vinte e sete. A próxima também, pois as finanças precisam desse reforço, o time precisa de reforços, a sala de troféus de reforços. Não é uma questão só do ponto de vista financeiro, também pelo ponto de vista esportivo. Não tivemos uma participação decente no Carioca, muito menos no Brasileiro, onde inclusive estamos precisando nos acautelar. A Copa do Brasil será um prêmio inesperado, uma vitória heroica com o elenco que dispomos. Por essa razão, não se pode incensá-la como resultado de uma estratégia bem executada pela diretoria, por que não foi. Equívocos e equívocos foram cometidos e sanados pela disposição de um elenco mediano e esforçado, que passou a correr pelo técnico depois da promoção do Jayme. A torcida abraçou a ideia, pegou o grupo no colo e empurrou a equipe até esse ponto, com a preciosa ajuda do Wallace, do Elias, do Paulinho e do Hernane, além da contribuição importante do Felipe, do Paulo Victor, do Léo Moura, do Chicão, do André Santos, do Amaral, do Luiz Antonio e do Rafinha. Tem gente que me recuso a citar sequer como participante. Tomara que eu queime a língua nos jogos finais.
Agora resta a cereja do bolo, a consagração do trabalho suado de todos eles e dos que apenas correram para ajudar aos mais talentosos e aos menos esforçados. É o momento de jogar no sul com inteligência, com tática e com o regulamento, levando para o Rio uma vantagem seja ela qual for: uma derrota por diferença mínima, um empate ou uma vitória magra. Aí é com a Magnética e nesse quesito somos mais nós. Portanto, pessoal, vamos ver se o coração está em dia a partir dessa quarta-feira. Serão sete dias de expectativa, emoção e glória. O êxtase não virá daqui a dois dias, mas na próxima semana. Faca entre os dentes, nervos de aço, pulmões enormes e coração na ponta da chuteira, essa a receita para salvar 2013 e garantir um 2014 melhor.
Fonte: Magia Rubro-Negra
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