Isso é uma crueldade com os flamenguistas e atleticanos apaixonados pelos seus times, e que não podem pagar o absurdo valor.
As entradas mais baratas para a última decisão da UEFA Champions League custaram R$210.
Na Europa, os jogadores ganham salários melhores e a manutenção dos times é bem mais cara que aqui.
As médias de público também são superiores, pois a procura por ingressos de jogos é maior.
Você acha a procura por ingressos da final da Uefa Champions League foi menor que a da final da Copa do Brasil?
O problema é que aqui as coisas não têm limites.
Além de cruel, o preço do ingresso da final é uma vergonha.
O neo-Maracanã foi bancado pelo contribuinte. Não é uma obra privada.
Times de futebol, segundo seus estatutos, não visam lucro.
Alguém precisa tratar isso com seriedade.
Tanto se fala dos Geraldinos e doutros personagens do povão que construíram a história do Maracanã e de nosso futebol.
Eles estão sendo expulsos do estádio de uma das maneiras mais sórdidas possíveis.
Só falta algum responsável publicamente ter a coragem de admitir e falar:
“Isso aqui não é mais para vocês. Arrumem outra coisa para fazer”.
É lamentável a elitização do futebol brasileiro apenas no preço dos ingressos e construção das Arenas com dinheiro público.
Seria mais útil se elitizassem a administração dos clubes, mandando boa parte dos cartolas para um armário cheio de naftalina e substituindo os mesmos por gestores profissionais, competentes e capazes de entender a importância do futebol.
Que compreendam o valor agregado do esporte, não apenas o econômico e imediatista.
Os estádios devem ter lugares para as pessoas das classes A, B, C, D e E.
Excluir pobres da festa e obrigar a classe média brasileira a fazer sacrifícios para bancar o absurdo valor proposto é uma agressão a nossa cultura.
Complemento
Os valores são dos ingressos para quem não é sócio-torcedor.
Os que são podem comprar o mais barato por R75
Fonte: Blog do Binner



























