Pela primeira vez, em nove anos, o título brasileiro ficou fora do eixo Rio-São Paulo. E também pela primeira vez, em onze anos, nenhum clube grande paulista disputará a Libertadores. O campeonato de 2013 provou que (ainda bem!) o poderio financeiro não é o único fator determinante de sucesso no nosso futebol. Competência, criatividade e boa gestão ainda podem fazer diferença.
Dentro desse quadro, é curioso notar o peculiar estilo “montanha-russa” do Fluminense, campeão duas vezes nos últimos três anos (2010 e 2012) e, agora, a um passo do rebaixamento (como em 2008 e 2009). Como se vê, o bem e o mal caminham de braços dados nas Laranjeiras. Há quem diga até que convivem numa mesma pessoa: o presidente da Unimed, Celso Barros.
É ele quem paga boa parte da folha, bancando, entre outras coisas, os milionários salários de craques como Fred que, não fosse o patrocinador, jamais teria vestido a camisa tricolor. Mas é ele também que força contratações descabidas (como a de Felipe); demissões controvertidas (como a de Abel) e escolhas equivocadas (como a de Luxemburgo, contra a o opinião do próprio presidente do clube).
Sua última tacada foi a volta de Conca, com claro viés político, antes das eleições. Será que o meia argentina disputará a segundona, caso a tragédia se consume? E Fred, com quem o Cruzeiro sonha para a Libertadores do ano que vem, ficará? E os contratos de patrocínio, em que bases se manterão? No caso da Adidas há uma redução automática de 20% em caso de rebaixamento.
Sobram perguntas, faltam respostas nas Laranjeiras? Com a palavra o mandachuva do clube — e, obviamente, não estou falando de Peter Siemsen.
Parceria
Vasco e Botafogo têm objetivos comuns na última rodada. O Gigante da Colina ajuda o Glorioso se derrotar o Atlético Paranaense e este auxilia o Vasco se ganhar do Criciúma. O ambiente em General Severiano, porém, está pesado. O tempo fechou no vestiário após a derrota para o Coritiba.
Fonte: Blog do Renato Maurício Prado



























