Será um domingo daqueles. Das cinco da tarde até o anoitecer muita gente vai prender a respiração. O 2014 de muita gente será definido em um intervalinho de duas horas. Vamos, claro, presenciar as presepadas de sempre. Times entrando em campo com camisas parecidas com as dos adversários para precisar voltar para o vestiário e assim atrasar o jogo. Tudo para poder jogar sabendo dos resultados necessários para conquistar vaga para a Libertadores ou para evitar o rebaixamento.
Teremos oito jogos no domingo, os oito decidem alguma coisa. Isso é inédito, nunca uma última rodada foi tão determinante nos pontos corridos. Duas dessas partidas prometem drama adicional. Atlético-PR x Vasco em Joinville decide tudo. O Vasco precisa ganhar para fugir da Série B, o Furacão ainda precisa garantir a vaga da Libertadores. O mesmo acontece com Botafogo x Criciúma. Céu e inferno estarão em jogo.
Até o Internacional, que está com 47 pontos, ainda precisa de um pontinho para não correr risco de cair. O jogo contra a Ponte vale a torcida. Apenas duas partidas não importam para a classificação, e por isso foram transferidas para o sábado. Uma, aliás, até promete, por outras razões. Flamengo, campeão da Copa do Brasil e Cruzeiro, Campeão Brasileiro, decidem uma espécie de recopa informal. Quem foi o melhor do ano? Já o outro jogo promete… sono. Náutico, campeão das derrotas e Corinthians, campeão mundial do 0 x 0, vai ser de doer.
O formato dos pontos corridos oferece várias vantagens. Meritocracia é uma delas. Quem for melhor durante o ano inteiro leva. Outra vantagem é a previsibilidade, todo mundo sabe que jogará em 38 datas, isso permite que o planejamento funcione. A emoção até o final é o ponto fraco do formato. O Brasileirão de 2013 está contrariando a lógica. Ter oito dos dez jogos valendo algo é a exceção. Sorte a nossa.
Fonte: Blog do Serginho



























