Do provável time titular que irá a campo no Maracanã, o lateral Leo Moura é o jogador mais velho. Com 36 anos, ele só tem recordações dos tempos em que Flamengo e Atlético-MG representaram a maior rivalidade do futebol brasileiro se puxar pelas memórias de infância. Como os jogos mais marcantes dos anos 1980 ficaram para trás, os rubro-negros só sabem o que o clássico que irão disputar representa através do que ouvem de torcedores mais velhos.
— Só ouvi falar — admitiu o lateral-esquerdo João Paulo. — Nunca busquei saber mais profundamente, mas a gente sabe que a rivalidade existe. Os torcedores se apegam muito a isso e têm passado para a gente. No primeiro jogo do Brasileiro (em 20 de agosto), ela (a rixa) foi citada também.
Sem a fama de alguns anos atrás dentro do próprio país, é natural que, para quem é de fora, a rivalidade entre rubro-negros e atleticanos cause ainda mais espanto. O paraguaio Cáceres achou a rixa curiosa, mas mostrou ter gostado de saber que irá fazer parte de algo grandioso.
— Não tinha ouvido falar. Mas agora todos estão falando disso, da rivalidade do Flamengo com o Atlético-MG. Então, assim ficamos mais motivados ainda para fazer um bom jogo amanhã — afirmou.
O time que será responsável por dar continuidade a esta história é mantido em sigilo. O técnico Vanderlei Luxemburgo manteve a prática de fechar a atividade para a imprensa antes das partidas. Quando o acesso foi liberado, os jogadores já se dividiam entre os que faziam exercícios físicos e os que treinavam cobranças de falta. Para manter manter a hegemonia sobre o velho rival, vale tudo.
— Não pode dar cartas ao adversário. Se puder privá-lo de saber o que vai acontecer, melhor — disse João Paulo.
Fonte: Extra Globo

