Palco da maior humilhação já sofrida pela nossa seleção (os inacreditáveis 7 a 1, diante da Alemanha), o Mineirão sediará a final da Copa do Brasil. O Atlético Mineiro conseguiu mais uma virada épica e, assim como já acontecera diante do Corinthians, na fase anterior, foi capaz de reverter uma desvantagem impressionante: derrota por 2 a 0, no primeiro jogo, e inferioridade no placar (1 a 0), no segundo. Do outro lado, o Cruzeiro, empatou com o Santos, em 3 a 3, e também se classificou (tinha vencido a primeira partida por 1 a 0).
Esta noite, no Mineirão, o Flamengo chegou a fazer um bom primeiro tempo, embora tenha sido sempre muito pressionado pelo Atlético. Uma jogada espetacular de Everton, porém, permitiu que os rubro-negros abrisse o placar. O jogador arrancou da intermediária, se livrou de quatro marcadores e finalizou com precisão, batendo Vitor. O Atlético, porém, empatou ainda no primeiro tempo e foi com 1 a 1 que os dois times desceram para o vestiário, no intervalo.
Na segunda etapa, só deu Atlético. E Vanderlei Luxemburgo, o grande responsável pela virada do Flamengo na atual temporada, acabou errando nas substituições e entregando o campo inteiro para os mineiros. Primeiro, tirou Eduardo da Silva, para colocar Luís Antônio. Depois, trocou Nixon por Élton e, por fim, Everton (o melhor jogador do Fla na noite) por Matheus, o filho de Bebeto. Acabaram assim os contra-ataques do Fla e os gols atleticanos foram saindo naturalmente, tamanha era a superioridade da equipe de Levir Culpi, graças à total renúncia rubro-negra de atacar.
No final das contas, fez-se justiça. Minas joga, atualmente, o melhor futebol brasileiro e a inédita final da Copa do Brasil é resultado direto disso.
Com o time medíocre e o elenco fraquíssimo que tem, o Flamengo foi até longe demais. Ou a diretoria entende que precisa contratar jogadores à altura da história do clube, ou o ano de 2015 será mais um que a fuga do rebaixamento será a única coisa a ser comemorada.
Não é todo dia que se ganha um torneio nacional, como a Copa do Brasil, por pura sorte.
Fonte: Blog do Renato Maurício Prado

