Garrafão Rubro-Negro – Na semana do Final Four da Liga das Américas, o Garrafão Rubro-Negro preparou uma série especial de entrevistas com nomes que marcaram a história do Flamengo. O primeiro é Emmanuel Bonfim, ex-técnico e torcedor fanático do clube. Muito conhecido no meio do esporte, Emmanuel tem quatro títulos estaduais e foi responsável por levar o time à decisão do Campeonato Brasileiro de 2004. Confira esses, e outros assuntos, na íntegra a seguir.
Diferença de estrutura do Flamengo
“É muito difícil fazer essa comparação. Na minha época, a estrutura era 20% do que é hoje, então, fica complicado falar algo. Só para se ter uma ideia, o Alexandre Póvoa, hoje Vice-Presidente de Esportes Olímpicos, era meu pivô. Agora, é tudo diferente. O crescimento é fantástico, dá prazer de acompanhar.”
Papel da torcida
“Desde criança, sou Flamengo. Realmente, é diferente. Naquele ano de 2004, tiveram vários jogos que nós ganhamos por causa da torcida. O torcedor rubro-negro está sempre disposto a empurrar o time, isso é algo que admiro bastante.”
Jogador que pode desequilibrar no Final Four
“Acho o conjunto forte e com vários jogadores sensacionais. Marquinhos é craque, Herrmann encontrou o basquete dele dos tempos de Argentina e o Laprovittola é um armador que eu queria ter tido no meu time. Não tem como escolher apenas um. Os outros times são fortes, mas o Flamengo tem totais condições de ganhar. Vou torcer muito.”
Desenvolvimento do basquete brasileiro
“A criação da Liga foi o diferencial, não tenho dúvidas sobre isso. No passado, o Campeonato Brasileiro era bem aleatório. Hoje, é um torneio incrível, com uma estrutura fantástica. Todos os times têm poder de investimento. Uns mais, outros menos, mas não deixa de ser equilibrado.
Olivinha
“É um cara fora de série e merece tudo que está vivendo. O lancei de titular num jogo contra o Brasília, ele ainda era juvenil. Tomou um susto, mas fez uma partida muito boa. A carreira dele teve um rumo bem legal.”
Jogo histórico e tumultuado contra o Ajax/Goiânia, em 2004
“Foi uma decepção muito grande com a arbitragem. Nós tínhamos vencido o jogo, estávamos comemorando, e tivemos a surpresa desagradável do árbitro voltar à quadra e anular a cesta do Marc Brown. A partida tinha sido eletrizante, disputada do início ao fim, mas infelizmente, acabou daquele jeito. Atualmente, quando lembro, não fico mais chateado. Até porque, vencemos o jogo cinco e fomos à final. Faz parte do passado.”
