De Prima – Estádio mais caro da Copa-2014, avaliado em R$ 1,7 bilhão, o Mané Garrincha, em Brasília, está longe de ser financeiramente sustentável. Com um custo de R$ 600 mil por mês, sua operação já consumiu R$ 12,6 milhões com energia, reparos e serviços em geral desde que o estádio foi inaugurado, em maio de 2013. Entretanto, a arrecadação total com eventos realizados no local soma apenas R$ 5,5 milhões, segundo dados da Secretaria de Turismo do DF, um saldo negativo de R$ 7,1 milhões.
Deficitário
Tendo como base os R$ 5,5 milhões arrecadados nos 21 meses de operação, o Mané Garrincha fatura em média R$ 262 mil por mês apenas, um déficit de R$ 338 mil em relação aos R$ 600 mil que a manutenção do estádio diz consumir no período. Por ter pouca utilização, o governo do DF anunciou nesta semana a transferência de três secretarias para o local que irão ocupar 40 salas do estádio.
Pouco futebol
Desde que foi inaugurado, o Mané Garrincha realizou 91 eventos, sendo 55 deles partidas de futebol. Este ano, entretanto, apenas dois jogos foram realizados no estádio em um total de 10 eventos no local. As únicas partidas de futebol foram pela Granada Cup, disputada em janeiro. Já em fevereiro, mês em que os principais torneios tiveram início no país, a bola não rolou nenhuma vez no gramado do Mané Garrincha.
Agenda 2015
Segundo a assessoria da Secretaria de Turismo do DF, 50 eventos estão pré-agendados para este ano. Além de jogos do Brasileirão, os pedidos abrangem jogo de voleibol, cross urbano, corrida de rua e eventos institucionais e culturais. A taxa cobrada para jogos de futebol varia entre 13% e 15% do total arrecadado. Já os outros eventos, o percentual varia de acordo com a área ocupada.
