Sócios Pelo Flamengo – Caros,
Compartilhamos mais um comunicado assinado pela Equipe Conte Comigo, Flamengo. Dessa vez, ela ressalta a importância da sessão do dia 17/03 e reforça seu posicionamento contrário ao projeto de Estatuto defendido pelo presidente do Conselho Deliberativo.
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Caro Conselheiro,
Na próxima terça-feira, dia 17, o Conselho Deliberativo (CoDe) vai julgar o recurso do sócio Leonardo Ribeiro contra a suspensão de 30 dias que recebeu por agredir um conselheiro já idoso nas dependências do clube. Por mais surpreendente que pareça, esse tema está intimamente relacionado com o projeto de Estatuto apresentado pelo presidente do CoDe.
Essa é apenas uma das duas suspensões que Leonardo Ribeiro, conhecido como “capitão Léo”, recebeu no Conselho de Administração em 2014. Ambas serão julgadas pelo Deliberativo, em grau de recurso. Se forem mantidas, ele será eliminado do quadro social do clube, de acordo com o artigo 57 do Estatuto:
“Art. 57 – Sofrer duas penalidades de suspensão, em período de trezentos e sessenta dias, ou quatro suspensões, em qualquer tempo, observado o disposto no art. 33. Penalidade: eliminação.”
Infelizmente, a história não termina aí. O presidente do CoDe vem trabalhando nos bastidores para absolver o “capitão Léo”. Primeiro, tentou induzir o conselheiro que sofreu a agressão, o sócio Benemérito Carlos Góes, a não abrir representação sobre o episódio. Depois, formou uma Comissão de Inquérito, prevista no Regimento, para avaliar o recurso com o objetivo explícito de absolvê-lo.
Por último – e ainda mais surpreendente -, o presidente do CoDe tenta mudar o próprio Estatuto para evitar que, mesmo em caso de derrota, o “capitão Léo” seja eliminado. Veja o artigo 56 do projeto de Estatuto do presidente Delair, apresentado oficialmente como Projeto Substitutivo da Comissão Permanente de Estatuto:
“Art. 56 – Sofrer duas penalidades de suspensão por período superior a trezentos e sessenta dias, não cumulativas, em período de setecentos e vinte dias, ou quatro suspensões, em qualquer tempo, observado o disposto no art. 33. Penalidade: inelegibilidade por quatro anos.”
Ou seja: passam a ser consideradas apenas suspensões máximas (360 dias), e a pena passa a ser apenas inelegibilidade. Se essa alteração for aprovada, o “capitão Léo” estará salvo. É revelador que essa mudança não tenha sido mencionada na reunião convocada por Delair para apresentar o Substitutivo – talvez, pela interrupção abrupta e intempestiva que impediu que conselheiros tirassem dúvidas acerca do projeto.
Assim, fica mais compreensível presumir por que o presidente Delair vem insistindo numa reforma estatutária isolada, sem a participação dos demais presidentes de poder do clube, com apoio apenas de parte da oposição radical.
Fica possível presumir por que o presidente do CoDe apresentou um projeto de Estatuto feito às pressas, com erros elementares de português, erros grosseiros de numeração e referência, e com os anacronismos mais absurdos. O objetivo não é melhorar o Estatuto do Flamengo: é salvar o “capitão Léo”.
O presidente do CoDe vem anunciando que esse texto obteve consenso entre os proponentes de todos os projetos protocolados – incluindo o Conte Comigo, Flamengo. Lamentamos, mais uma vez, ter de desmenti-lo publicamente: nossos representantes JAMAIS concordaram com essa alteração feita sob medida para salvar o “capitão Léo”, como pode ser verificado nas atas das reuniões da Comissão Especial que buscou mudanças de consenso (disponíveis na Secretaria dos Conselhos). Trata-se de um “contrabando” da oposição.
Lamentamos ainda que a Comissão Permanente de Estatuto tenha dado guarida a esse artifício, aprovando, por maioria, um texto que não representava qualquer consenso. Cumprimentamos, outra vez, os responsáveis pelos votos dissidentes por não participarem desse embuste.
Na próxima terça-feira, dia 17, o plenário vai julgar o recurso do sócio Leonardo Ribeiro de acordo com as regras estatutárias e regimentais do clube. Nossa posição é clara: o recurso deve ser NEGADO, e a suspensão por agressão deve ser mantida. Não devemos tolerar a intimidação e a violência como formas de fazer política. A agressão não é apenas contra um sócio: é contra a Instituição Flamengo.
SRN!
Equipe Conte Comigo, Flamengo
