Torcida comparece, e Léo se despede do Fla com vitória.

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UOL – Foram 519 jogos, 47 gols, e quase dez anos de história que renderam títulos importantes e a idolatria de uma das maiores e mais apaixonadas torcidas do mundo. Aos 36 anos, o lateral direito Léo Moura se despediu oficialmente e de forma muito emocionada do Flamengo, na noite desta quarta-feira, no Maracanã, quando o Rubro-Negro bateu o Nacional (URU) por 2 a 0 em amistoso.

Como num sonho de criança, o jogador recebeu das mãos de seu ídolo Zico, uma placa comemorativa em alusão aos serviços prestados. Uma peça que o destino pregou, já que o atleta sempre exibiu orgulhoso uma foto que possui ainda menino ao lado do Galinho, na despedida do eterno camisa 10 da Gávea.

Léo Moura fará sua estreia pelo Fort Lauderdale Strikers (EUA) dia 4 de abril, contra o New York Cosmos (EUA), nos Estados Unidos.

Fases do jogo: Recuperado da emoção, Léo Moura iniciou a partida demonstrando que queria jogo. Orientando os companheiros, ele foi orquestrando a equipe diante de um frágil Nacional, que atuava com reservas. Aos poucos o Flamengo ia encontrando os espaços e o lateral, para deixar saudades, apresentava uma de suas melhores atuações na temporada. Foi dele, por exemplo, a assistência para o gol de Eduardo da Silva, onde todo o elenco correu para abraçar o camisa 2.

Levando o amistoso a sério, Léo Moura queria mais. Buscando tabelas e chegando de forma perigosa na linha de fundo, ele foi o principal destaque do Rubro-Negro na etapa inicial.

Veio o segundo tempo e Luxemburgo sacou praticamente o time inteiro, deixando apenas o zagueiro Marcelo e o lateral para curtir seus últimos minutos com a camisa do Flamengo, tempo suficiente para presenciar o gol do jovem Matheus Sávio. Porém, quando o relógio marcou nove minutos do segundo tempo, chegou seu momento de dar adeus, ou, como preferiu dizer, o “até breve”.

Se debulhando em lágrimas, o jogador deixou o campo sob aplausos da torcida e companheiros de time, passou a braçadeira de capitão ao zagueiro Wallace, se encaminhou ao seu substituto Pará lhe falando palavras ao pé do ouvido, e depois deu um abraço apertado no técnico Vanderlei Luxemburgo.

Após algumas entrevistas onde mal conseguia falar, ouviu do banco de reservas o pedido dos rubro-negros: “Fica, capitão!”.

O melhor – Léo Moura: Quase dez anos atuando num mesmo clube no futebol atual. Títulos, respeito e carinho com a torcida rubro-negra. Valeu, Léo Moura!

O pior – Velásquez: O lateral direito uruguaio levou um verdadeiro passeio e está procurando Gabriel e Paulinho até agora.

Para lembrar:

– Assim que chegou ao Maracanã, Léo Moura desembarcou do ônibus chorando muito e foi abraçado pela filha.

– Alguns dos troféus conquistados pelo lateral foram exibidos à beira do gramado.

– Um bandeirão em forma de coração foi aberto por crianças antes do jogo do lado de fora do campo.

– Antes da bola rolar, o telão do Maracanã exibiu imagens de Léo Moura e os títulos conquistados pelo jogador no clube.

– Às 21h45, ele entrou no gramado para ser saudado pela torcida e chorou bastante. Em seguida, recebeu das mãos de Zico uma placa em homenagem aos serviços prestados.

– Aos 9 minutos do segundo tempo, deixou o gramado e se despediu do Flamengo aos prantos e sendo muito aplaudido pelos companheiros e pela torcida.

– Depois do apito final, deu uma volta olímpica simbólica enrolado em uma bandeira rubro-negra.

FLAMENGO 2 X 0 NACIONAL (URU)
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data e hora: 4 de março de 2015, às 22h (horário de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Rodrigo Henrique Correa (RJ) e Rodrigo Pereira Joia (RJ)
Renda e público: R$ 938.325,00 / Público pagante: 27.031 / Público presente: 30.620
Cartões amarelos: Velásquez (NAC)
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Eduardo da Silva, aos 19 minutos do primeiro tempo (FLA); Matheus Sávio, aos seis minutos do segundo tempo (FLA)

Flamengo
Paulo Victor (César), Léo Moura (Pará), Marcelo (Wallace), Frauches (Bressan) e Thallyson (Jorge); Márcio Araújo (Cáceres), Canteros (Jonas) e Gabriel (Luiz Antonio); Marcelo Cirino (Douglas Baggio), Eduardo da Silva (Mugni) e Alecsandro (Matheus Sávio) (Paulinho)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Nacional (URU)
Bava, Velásquez, Aja, Fernandez e Espino; Prieto (Cordero), Dorrego, Ramos (Isola) e Otormin (Boné); Bueno e Amaral
Técnico: Juan Carlos Blanco

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