Fonte: Blog Teoria dos Jogos
Havia uma interessante expectativa em torno do jogo entre Salgueiro e Flamengo, pela 2ª fase da Copa do Brasil. O chamado “Carcará” – força em ascensão no futebol pernambucano – fazia o que se considerava a maior partida de sua breve década de história. O Flamengo, enorme onde quer que passe, arrastou multidões desde o desembarque em Juazeiro do Norte (Ceará) até o sertão pernambucano. Havendo ainda dúvidas quanto ao seu desempenho, por conta da eliminação diante do Vasco no Campeonato Carioca.

E que renda. Acostumado a cobrar até R$ 3 pelos ingressos, ontem o Salgueiro capitalizou em grau máximo. Cobrando R$ 100 da sua torcida (primeiro lote) e R$ 200 dos visitantes (2º lote, também destinado aos locais), o clube poderia até entrar para o ranking das maiores rendas da história do futebol pernambucano – lista dominada pelo trio da capital. Infelizmente, ao final da partida estes recursos se tornaram fruto de discórdia entre as diretorias.
Tudo porque o borderô oficial teria apontado meros 4.900 pagantes em meio a 12.000 ingressos postos à venda. Mesmo com um Cornélio de Barros quase lotado. Segundo o Globoesporte.com, diante da possibilidade de evasão de renda, o chefe de segurança do Flamengo não recolheu os 60% a que tinha direito, prometendo reclamação formal diante da CBF.
A título de comparação, o Blog Teoria dos Jogos selecionou imagens do último jogo do Salgueiro como mandante, domingo passado, diante do Sport. Válida pelas semifinais do Campeonato Pernambucano, a partida também recebeu excelente público – oficialmente 9.307 pagantes (renda de R$ 137.660,00).
O comparecimento da torcida do Salgueiro pareceu o mesmo, sendo a única diferença o maior número de flamenguistas (quando comparados aos visitantes do Sport). Em compensação, o espaço destinado aos visitantes era maior, acarretando certo espaço vazio. Durante a transmissão, percebeu-se que a maior parte dos rubro-negros se infiltrou entre os carcarás, a quem os ingressos saíram mais em conta.
Na manhã de hoje, jornalistas locais divulgaram que o público teria sido de 7.553 pagantes, com renda de R$ 570.200,00. Segundo os mesmos, a razão da discórdia seria a recusa do Flamengo em assinar o recibo para retirada do dinheiro.
Ao falarmos de centenas de milhares de reais, é imprescindível que não haja qualquer dúvida com relação ao rateio – um direito dos clubes. Até a publicação deste texto, o borderô oficial não havia sido publicado no site da CBF, como de costume. Parecem haver poucas evidências que justifiquem discrepâncias muito grandes entre o número de pagantes.
Com a palavra, as autoridades.
Um grande abraço e saudações!

é carcará ou gatuno?