Fonte: Goal
Em dezembro de 2013, com pressão por grande parte dos clubes brasileiros, a CBF liberou a participação de até cinco jogadores estrangeiros no time titular das equipes do Brasil. Olhando para o que aconteceu na Europa, principalmente Itália e Inglaterra, o projeto causou grande preocupação quanto a renovação dos jogadores nacionais. Após quase dois anos e a chegada do Paolo Guerrero, Flamengo tem o maior número de estrangeiros, oficialmente falando, na História.
O inglês Sidney Pullen foi o primeiro jogador estrangeiro da história do futebol do clube. Pelo Rubro-Negro, conquistou os Campeonatos de 1920 e 1921. Uma das curiosidades acerca do seu nome diz que Pullen é, até hoje, o único atleta não brasileiro a disputar uma partida oficial com a Seleção Brasileira, no Sul Americano de 1916, a primeira Copa América.
Historicamente, o Rubro-Negro sempre foi um clube com muitos estrangeiros. A maioria da Argentina. Ao todo, já contando Lucas Mugni e Héctor Canteros, foram 35 jogadores argentinos. Desses nomes, os com mais destaques estão o do goleiro campeão do mundo de 78, Fillol, e Doval, maior artilheiro estrangeiro do Flamengo, com 92 gols em 263 partidas. Mas sem dúvidas o mais idolatrado é o sérvio Dejan Petkovic. Foram 196 jogos e 57 gols, além de um tri estadual de 2001, Copa dos Campeões 2001 e Campeonato Brasileiro 2009.
Mas não só com a bola nos pés o Flamengo importou de outras nações. Durante o fim da década de 30, Izidor Kürschner revolucionou o futebol carioca como técnico da equipe e plantou a semente da revolução tática do Brasil nas décadas seguintes. Ele foi responsável por trazer o famoso esquema WM, que em terras brasileiras inspirou o 4-2-4 e 4-3-3, que tanto contribuíram para o tri da Seleção. Já o paraguaio Fleitas Solich, chamado de “O Feiticeiro”, revelou Evaristo de Macedo, Dida, Zagallo, entre outros, além de conquistar o famoso tri estadual 1953-54-55. Seu sucesso o levou a treinar o Barcelona e outros times na Europa.
No elenco atual o Flamengo conta com sete estrangeiros. Isso já contabilizando os naturalizados, Sheik e Eduardo da Silva. Um recorde em sua História. Destes, três são titulares em suas seleções. Recentemente o número diminuiu temporariamente, com o empréstimo do Mugni ao Newell’s Old Boys.
Qual desses será ídolo? Não sabemos. Apenas o tempo e as conquistas dirão quais deles vão para o Hall dos Estrangeiros imortais e quais vão para as estatísticas somadas.
