Oswaldo de Oliveira é o terceiro treinador do rubro-negro só neste ano. A diretoria comandada por Eduardo Bandeira de Mello faz um grande trabalho na parte administrativa, porém, no futebol, a distância para o razoável ainda é imensa.
Se a iniciativa em sanar dividas e dar ao clube um poder de compra que há muito não havia merece aplausos, a gestão do produto maior, o futebol, ainda é amadora.
Afinal de contas, o que o Flamengo quer? Não posso, como analista, crer que um time que contratou vários jogadores durante a competição e trocou três vezes de técnico vá abiscoitar algo no final do certame. Oras, um mínimo de planejamento é exigido para que os títulos voltem à Gávea.
Enquanto o pensamento for nesse nível, planejamento zero, o Flamengo irá ganhar os seus títulos sim, mas como foram os últimos: ao acaso. O Flamengo ganhou Brasileirão de 2009 e a Copa do Brasil de 2013, mas não foi planejado, foi muito mais pelas intempéries do futebol, pois, vejamos, os dois últimos grandes títulos foram conquistados por treinadores interinos, depois de outras trocas de treinador.
O treinador é importante, mas sozinho não ganha e sozinho não perde. O Flamengo precisa definir seus objetivos, ser claro nas escolhas e não desistir no meio do caminho. Essa falta de convicção vai destruindo a gestão que melhor funcionou fora das quatro linhas na história recente do rubro-negro.
Fonte: Goal
