A saída de Willian Arão do Botafogo para o Flamengo tem sido um dos principais assuntos envolvendo clubes cariocas neste fim de ano. O meio-campista, principal destaque do Glorioso dentre os jogadores de linha na campanha vitoriosa na Série B, foi anunciado oficialmente pelo Rubro-Negro na última segunda. Entretanto, a polêmica parece estar ainda no começo.
Isso porque o clube de General Severiano busca os seus direitos baseado no contrato firmado com o atleta. A confiança está na cláusula de renovação automática, que aumentaria dentre outras coisas a multa rescisória para R$ 20 milhões caso o clube alvinegro depositasse a quantia de R$ 400 mil. O Botafogo transferiu o valor para a conta de Arão, que devolveu o montante em duas oportunidades, tornando o clima insustentável.
Empresário que levou o meio-campista para o clube da Estrela Solitária, Flávio Trivella avalia uma falta de comunicação nas negociações entre clube e jogador. Pouco antes de deixar de representar o ex-camisa 8 botafoguense, Trivella revelou que já existiam conversas para manter o atleta em General Severiano.
“O jogador valorizou muito, e em pouco tempo, durante o Campeonato Carioca e a Série B, então eu queria que o Botafogo reconhecesse isso. Tivemos várias reuniões com os dirigentes, para que houvesse uma adequação financeira devido ao desempenho do jogador. Ele já tinha valorizado mais do que o valor que tínhamos acordado, e o Botafogo foi lento demais, no sentido de valorizar o atleta”, afirmou Flávio Trivella para a Goal Brasil.
“Um bom garoto, excelente jogador, batalhador, trabalhador. Quero que ele seja feliz aonde quer que seja. Eu fiquei de fora disso, com o pai dele assumindo mais de frente a situação, mas acho que ainda pode dar problema por essa questão judicial. A cláusula do contrato é muito dúbia. A única coisa chata é se o menino ficar sem jogar, né. Ele é um jogador de boa técnica, muito centrado, consciente, do bem”.
Após o Flamengo anunciar oficialmente a contratação do volante – que foi bastante elogiado pelo técnico Muricy Ramalho -, o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, afirmou que o Rubro-Negro não teve uma postura ética e criticou o mandatário Eduardo Bandeira de Mello, que respondeu.
Para Trivella, já que a situação é complicada, o máximo que cada um pode fazer é buscar seus direitos da melhor maneira. O Botafogo afirmou à reportagem que o assunto será tratado apenas pelo jurídico do clube.
“Cada um luta pelos seus direitos, né? Eu só acho que poderia ter sido tudo um pouco mais suave. O pai dele (Flávio Arão) acredita que fez o certo e está lutando para defender isso, o Botafogo também vai defender o seu lado, assim como o Flamengo”.
Fonte: Goal

Se o departamento jurídico do Flamengo que deu o aval pro negócio for o mesmo que liberou André Santos pra jogar em 2013, eu fico preocupado..
Não é o mesmo se não me engano desde o inicio de 2015.