Alguns dos principais clubes brasileiros apostaram bastante no mercado sul-americano na busca por reforços para a temporada. Uma espécie de invasão argentina se deu através de Botafogo, Flamengo, Cruzeiro e São Paulo. Sete hermanos chegaram e se juntaram aos demais estrangeiros. Ao lado dos remanescentes, o grupo completa a “farra gringa” no futebol brasileiro.
A justificativa para as ações na América do Sul é simples. As opções internas são caras e a Europa segue caminho semelhante. O Brasil é visto como vitrine pelos sul-americanos, uma espécie de trampolim para centros do Velho Continente. Mesmo diante da crise, os clubes brasileiros ainda conseguem fazer frente nos países vizinhos.
A maioria das negociações é fechada em dólar, com os salários pagos em real. O Palmeiras é um contraponto no padrão, já que usou a moeda norte-americana com os gringos na última temporada e tenta se desfazer de jogadores que a torcida até aprova, casos de Cristaldo e Allione
Promovido para a Série A do Campeonato Brasileiro, o Botafogo contratou Gervásio Nunes, Damian Lízio (argentino naturalizado boliviano) e Joel Carli. O Flamengo trouxe o meia Mancuello. O Cruzeiro somou ao elenco Matías Pisano e Sánchez Miño, enquanto o São Paulo fechou com Jonathan Calleri. Todos argentinos e negociados com a moral de grandes reforços.
“O mercado brasileiro dá opções muito caras. Temos mais facilidade nos nossos vizinhos. Procuramos jogadores com vontade de vencer e que aguentem pressão. Analisamos vários de países sul-americanos, mas com calma. Conversamos para saber como se portam fora do país. Mas o argentino se adapta bem”, afirmou Muricy Ramalho, cujo clube também trouxe o volante colombiano Gustavo Cuéllar.
Alguns times não contrataram estrangeiros, mas mantiveram os que estavam no elenco. O Palmeiras é um exemplo com Allione, Cristaldo e Mouche. O Atlético-MG não trouxe argentinos, porém, manteve Lucas Pratto e Jesús Dátolo. Chegaram os equatorianos Juan Cazares e Frickson Erazo. A comissão técnica do Galo ainda conta com quatro uruguaios, um deles o próprio treinador Diego Aguirre.
A situação é semelhante no São Paulo. O comandante argentino Edgardo Bauza chegou com o auxiliar José Daniel Dileo e o preparador Bruno Militano.
O ponto fora da curva está na dupla Grenal. Tradicionalmente, Grêmio e Internacional apostam no mercado sul-americano. Desta vez, nenhum gringo chegou. O Vasco dispensou três: Guiñazu, Herrera e Emanuel Biancucchi, enquanto o Fluminense foi na contramão e investiu no mercado brasileiro. Richarlison, por exemplo, custou R$ 10 milhões.
O panorama aponta para um futebol brasileiro cada vez mais gringo. Queira ou não, o idioma dos nossos vizinhos será ouvido com frequência pelos gramados em 2016. E a safra pode aumentar. Outros nomes são especulados e estão na mira dos clubes, casos de Gustavo Bou (Atlético-MG e Corinthians), Julio Buffarini (São Paulo) e Sebastían Blanco (Corinthians).
Fonte: UOL

O problema é que qualquer brasileiro que se destaca minimamente sai para Europa, ainda que seja uma proposta baixa. A molecada da base e alguns jogadores bons que não apresentam um potencial para se destacar no mercado europeu poderiam continuar no Brasil tranquilamente, já que seria muito melhor para eles se destacarem no futebol brasileiro, que é mais fraco tecnicamente, e ser vendido futuramente, quando já amadureceu. Acontece que, como vendemos quase todas as peças de nível médio para cima para Europa, ou nos resta os jogadores de baixa qualidade que restaram, ou os que voltam encarecidos da Europa. Por isso, acabamos apelando para o mercado sul-americano, que ainda resta alguns jogadores bons, com um custo menor.