Ganhamos a primeira no Estadual. Sem sufoco, sem unhas ruídas, sem esgoelamentos. Como há de ser nessa primeira fase nada empolgante do Carioca.
Ganhamos também sem tomar gol, mas não sem falhas defensivas. Bolas alçadas ainda assustam, causam algazarra. Juan dá segurança. Mal na pré-temporada, bem agora que vale alguma coisa. O outro zagueiro é Wallace.
Quase impossível defender sua titularidade, impossível vaiá-lo. Não se vaia jogador do Flamengo enquanto a vitória está ao nosso alcance. Mereceu o gol. Obrigou os hereges a comemorarem a ação de alguém que está vestindo o Manto Sagrado.
Ganhamos com um time jogando mais futebol. Menos erros de passes, menos chutões, algumas tentativas de enfiadas de bola e lançamentos. O de Sheik pra Guerrero seria uma beleza, mas não valeu por um ou dois fatores. Justo.
O que era pra ser dos principais responsáveis pelos passes praticamente não entrou em campo. Alan Patrick errou quase tudo que tentou. Tem crédito. Quem busca recuperar os créditos que perdeu é Marcelo Cirino. Está conseguindo.
Fez boa dupla com Rodinei pela direita. Entraram com facilidade na defesa do Macaé, porém sem conseguirem transformar as descidas em gols. Rodinei até tentou marcar um contra pra ver se desencantava, mas Paulo Victor salvou. Melhor para nós.
Dessa ala direita surgiu o segundo abraço da noite, mas sem seus dois protagonistas. Ao menos, a princípio. Marcelo Cirino apareceu, só que na pequena área, pra completar a belíssima jogada de Jorge. Bom pra dar moral. Esperança rubro-negra, o garoto vinha apagado desde a reta final do Brasileiro. Tem futebol pra nos dar alegrias; precisa, é claro, de amadurecimento, que pode muito bem vir com o crescimento do time.
Ganhamos como temos e tínhamos de ganhar. Com os 2 a 0 de ontem e os da quarta passada, conquistamos o primeiro objetivo do ano: a certeza de que as dores de cabeça do Carnaval não virão do futebol.
Fonte: Nosso Flamengo | ESPN
