Para ser amado e idolatrado por mais de 40 milhões de pessoas, é preciso ser muito. E não há advérbio mais adequado para preceder todas as qualidades de Zico, o maior jogador que já vestiu o Manto Sagrado. Nesta quinta-feira (03), a Nação Rubro-Negra canta parabéns para Arthur Antunes Coimbra, o eterno camisa 10 da Gávea.
Para ler sobre as conquistas e os números do Galinho de Quintino, é necessário despender alguns bons minutos. A lista de troféus é muito extensa. Para começar, mais campeão que muitos grandes clubes, o craque foi buscar o Mundial Interclubes. Antes disso, é claro, venceu a Copa Libertadores de 1981. Zico ainda coleciona quatro Campeonatos Brasileiros (1980, 1982, 1983 e 1987), sete Campeonatos Cariocas (1972, 1974, 1978, 1979-Especial, 1979-Estadual, 1981 e 1986), nove Taças Guanabara (1972, 1973, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1988 e 1989), duas Taças Rio (1978 e 1986), o 1º turno do Campeonato Carioca Especial de 1979, o 2º turno dos Campeonatos Cariocas Especial e Estadual de 1979, quatro terceiros turnos de Campeonato Carioca (1974, 1979, 1981 e 1987), dois Troféus Ramón de Carranza/ESP (1979 e 1980), um Torneio Cidade de Santander/ESP (1980), um Torneio Internacional de Nápoles/IA (1981), uma Copa Kirin/JAP (1988), uma Torneio Colombino/ESP (1988), um Torneio Internacional de Hamburgo/ALE, um Torneio Quadrangular de Goiás (1975), um de Jundiaí/SP (1975) e outro de Brasília (1976), além do Torneio Quadrangular de Cuiabá (1976).
Antes de se tornar o maior ídolo da Maior Torcida do Mundo, Zico foi apenas mais um garoto novato no Flamengo. Levado pelo radialista Celso Garcia, aos 14 anos, o Galinho chegou ao Flamengo em 1967. Jogou pelo clube de 1971 a 1983 e retornou em 1985, ficando até 1989. Com 732 jogos na conta, o eterno camisa 10 da Gávea é o segundo jogador que mais atuou com o Manto Sagrado, atrás apenas do Maestro Júnior, que tem 875 partidas. As redes de estádios no Brasil e no exterior foram balançadas pelo maior artilheiro da história do clube 508 vezes – número que faz dele artilheiro isoladíssimo no ranking de goleadores rubro-negros: o segundo colocado, Dida, que jogou de 1954 a 1963, fez 264, pouco mais da metade. Para abrilhantar ainda mais o feito, é importante lembrar que o Galinho ultrapassou Dida em 1979, quando ainda tinha 26 anos e as conquistas de quatro brasileiros, uma Libertadores e um Mundial pela frente. Além disso, ainda é o maior artilheiro da história do Maracanã, com 333 gols, sendo 301 deles pelo Flamengo. É dele também o recorde de gols em uma só partida no Maracanã: balançou a rede seis vezes na goleada por 7 a 1 sobre o Goytacaz, pelo Carioca (Especial) de 1979.
Com boa pontaria e aplicação impressionante nos treinos, o meia não se limitava ao papel de garçom dos atacantes com que jogou: marcar gols foi, sem dúvida, uma das grandes qualidades de Zico. Dois dos mais importantes de sua carreira foram aqueles marcados no final da Copa Libertadores, na vitória por 2 a 0 sobre o Cobreloa, do Chile. Zico não marcou na final do Mundial de 1981, mas participou dos três gols da vitória por 3 a 0 sobre o Liverpool. Ele deu o passe para os dois tentos de Nunes e bateu a falta que resultou no rebote para o gol de Adílio. Zico foi o principal artilheiro da Copa Libertadores de 1981, com 11 gols, dos Campeonatos Brasileiros de 1980 (21 gols) e 1982 (21 gols), também vencidos pelo Mais Querido, além dos Campeonatos Cariocas de 1975 (30 gols), 1977 (27), 1978 (19), 1979 (34), 1979 (26) e 1982 (21). Em todas as conquistas dos Brasileiros de 1980, 1982 e 1983, o Galinho fez gols em jogos finais: um na finalíssima de 1980, com vitória de 3 a 2 do Fla sobre o Atlético-MG, no Maracanã; outro no penúltimo minuto, no jogo de ida das finais de 1982, na vitória sobre o Grêmio por 1 a 0, e mais um no primeiro minuto de jogo na decisão do Brasileiro de 1983, quando o Fla ganhou do Santos por 3 a 0 Santos, no Maracanã. Não é de se admirar que Zico seja o recordista de gols em uma só temporada pelo clube rubro-negro: em 1979, o Galinho marcou 81 gols.
Campeão e artilheiro em todas as categorias de base do Flamengo, Zico estreou no time profissional em 1971, com 17 anos, já com vitória sobre o Vasco: 2 a 1, pela Taça Guanabara, no dia 29 de julho. Seu primeiro gol no time adulto aconteceu ainda em 1971, no empate em 1 a 1 contra o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro, no dia 11 de agosto. Seu primeiro título como titular, herdando a camisa 10 de Doval, foi o Campeonato Carioca de 1974; deste ano até 1989, quando encerrou sua carreira no Flamengo, entrou para a história e deu nome ao período mais vencedor do clube: a Era Zico.
Idolatria na Europa e do outro lado do mundo
Único jogador da história do Flamengo a disputar mais de uma Copa do Mundo como atleta do clube, indo aos Mundiais de 1978, 1982 e 1986 pela Seleção Brasileira, Zico foi um dos maiores meias da história do futebol. Além de ser o maior ídolo da Nação Rubro-Negra, o Galinho foi admirado e idolatrado em todos os clubes que passou. Em junho de 1983, com 30 anos, Zico foi jogar na Udinese, da Itália, permanecendo lá até meados de 1985, quanto retornou ao Flamengo. O Galinho encerrou a carreira profissionalmente em 1989, com 36 anos, devido a uma contusão no joelho, que sofreu em 1985, em um jogo contra o Bangu. Mas o camisa 10 ainda voltaria aos campos, para uma de suas grandes realizações no futebol. Em 1991, Zico foi jogar no Kashima Antlers, do Japão, quando o clube ainda se chamava Sumitomo. Ele acabou se tornando o principal responsável pela profissionalização do futebol japonês, que até os anos de 1980 era amador e, até hoje, é idolatrado pelos japoneses.
Premiações individuais
Além dos títulos conquistados pelos clubes que passou, o camisa 10 venceu inúmeras premiações individuais. Ganhou a Bola de Ouro da revista PLACAR, como melhor jogador dos Campeonatos Brasileiros de 1974 e 1982 e a Bola de Prata, da mesma revista, por ter sido um dos melhores meias dos Brasileiros de 1975, 1977 e 1987. Também foi eleito, três vezes, pelo jornal uruguaio El País, como o melhor jogador sul-americano, em 1977, 1981 e 1982, todas as vezes como jogador rubro-negro; nos anos de 1976 e 1980, ficou em segundo lugar na eleição. Ao lado do chileno Figueroa e do argentino Tévez, é um dos três jogadores que ganhou mais vezes o prêmio, que começou em 1971.
Segundo a FIFA, Zico foi um dos três melhores jogadores do futebol brasileiro no século XX, ao lado de Pelé e Garrincha. A entidade ainda colocou Zico na seleção do futebol sul-americano no século XX, ao lado de Fillol (ARG), Carlos Alberto Torres (BRA), Figueroa (CHI), Passarella (ARG), Nílton Santos (BRA), Di Stéfano (ARG), Maradona (ARG), Garrincha (BRA), Pelé (BRA) e Rivelino (BRA).
Fonte: Site Oficial Flamengo

Essa seleção sul-americana aí tá muito ridícula! hahahahahahaha! Não dá nem pra imaginar um time desses. Sem ufanismo, é bem superior a uma seleção europeia, mesmo com Puskas, Beckenbauer, Cruyjff, Best e outros. Um meio com Maradona e Pelé já desbanca qualquer coisa. Se estender pros anos 2000, ainda rola um Messi, Ronaldo e Romário na lista.
Rivelino foi tri campeão com a seleção de 1970.
Falha nossa, pensei no socrates.
Parabéns, Zico, craque dentro e fora das quatro linhas. Quem te viu jogar jamais esquece da sua genialidade e da sua entrega em campo. O Flamengo te agradece por tudo o que você fez e conquistou, você e sua geração. Que Deus te abençoe hoje e sempre.