Protesto na sede do clube, carro de jogador quebrado e muitas críticas. Se no futebol a torcida do Flamengo tem destilado todo o seu ódio, no basquete, o clima é de carinho e apoio. Vivendo um quadro de bipolaridade nos esportes do seu clube, os rubro-negros têm refletido o contraste de humor nas arquibancadas.
O último jogo do Fla na final do NBB, por exemplo, na Barra da Tijuca (RJ), contra o Bauru, levou quase três vezes mais pessoas que a partida entre o Rubro-Negro e a Chapecoense, na última quarta, em Volta Redonda (RJ), pelo Campeonato Brasileiro de futebol. Foram 7.836 torcedores presentes contra 2.705 que estiveram no estádio Raulino de Oliveira.
Durante o duelo no NBB, quando o Bauru venceu na Arena Carioca 2 e empatou a série em 1 a 1, a torcida explicitou a diferença de emoções de algumas maneiras. Na arquibancada, duas faixas foram exibidas: “basquete orgulho” e “futebol vergonha”.
Ao longo da partida, enquanto os cânticos eram de apoio na tentativa de ajudar a equipe a virar o jogo contra os paulistas, cobranças foram feitas ao presidente Eduardo Bandeira de Mello que acompanhava o confronto junto com seus filhos. Um dele, inclusive, se exaltou e bateu boca com torcedores.
Do lado de fora do ginásio, o episódio mais triste aconteceu quando o carro do zagueiro César Martins foi depredado e um dos vidros foi quebrado por membros de organizadas. Ele tinha ido ao local apoiar o time de basquete e estava na companhia de sua esposa e de seu filho de quatro meses. Felizmente, nenhum deles se feriu.
Pela manhã, cerca de 70 torcedores já haviam realizado um protesto pacífico em frente à sede do clube na Gávea. Na ocasião, eles xingaram e pediram a saída do atacante Guerrero e do diretor executivo Rodrigo Caetano. Bandeira de Mello, o vice de futebol Flávio Godinho, e os jogadores Paulo Victor, Jorge e Marcelo Cirino também foram criticados.
Nesta sexta-feira, membros de organizadas compareceram ao centro de treinamento Ninho do Urubu, onde a equipe treinava, e tiveram uma reunião com Bandeira, Caetano e o elenco. Lateral-direito, Rodinei garantiu que o clima foi pacífico.
Neste domingo, às 11h, em Campinas (SP), o Flamengo visita a Ponte Preta pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Fonte: UOL

O que tem a ver o cu com as calças?
A torcida apoia qualquer esporte envolvendo o Flamengo desde que se sinta devidamente representada, seja no campo seja na quadra. Bipolar seria vaiar o time de basquete no fim da partida porque perdeu, sendo que mesmo mas derrotas temos plena consciência de que o orgulho da nação fez o seu melhor e algo a mais pra honrar as tradições do clube.
Totalmente diferente do futebol que tá uma porcaria a anos e nada muda.
Sábias palavras, matérias na UOL sobre o FLA, são sempre assim, tendênciosas!
Também não entendi o objetivo dessa matéria. O time de Basquete apesar do apagão no ultimo tempo contra o Bauru, tem um histórico de recuperação incrível. O time já teve perto de ser eliminado pelo Mogi, foi lá e venceu a série seminfinal por 3 a 2. O Basquete vem sendo um esporte de sucesso. Já fomos campeões intercontinentais vencendo o Macab de Israel que era o atual campeão europeu. Somos um dos melhores e mais competitos (lógico que sem considerar os extra-terrestres das NBA). A torcida apoia o time de Basquete porque é motivo de orgulho.
No Futebol a torcida vai la cobrar o time porque se sente mal representada. Tudo está relacionado ao contexto, de tal forma que essa comparação meio que menospreza um time em relação ao outro.