Muricy Ramalho vai cuidar da saúde, Abel Braga deve voltar ao clube após 12 anos, um título estadual e derrota histórica para o Santo André na Copa do Brasil. É técnico conciliador, para abafar a crise que transcende o time de futebol.
Porque o Flamengo que virou referência na gestão financeira por equacionar dívidas, aumentar as receitas por conta da recuperação da credibilidade e administrar o orçamento de forma responsável não consegue criar uma identidade na gestão do carro-chefe do clube.
Em 2013, a Chapa Azul venceu, tomou posse e conscientizou o torcedor de que os primeiros anos seriam de controle de custos, negociações das dívidas e baixo investimento. Elias, Carlos Eduardo e Mano Menezes foram as “extravagâncias” possíveis no primeiro ano.
O título da Copa do Brasil com Jayme de Almeida no comando e um time barato para os padrões rubro-negros sinalizou para a diretoria que seria possível manter a austeridade, pensar a médio/longo prazo e continuar vencendo.
As boas notícias fora de campo, como amortização dos passivos, aumento considerável nas cotas de TV, captação de patrocinadores e um inimaginável superávit construíram na maior torcida do país a esperança de que tudo seria naturalmente transferido para o futebol. Contratações mais valiosas, treinadores de ponta, centro de treinamento mais equipado.
Um engano. Fora o título carioca, campanhas pífias na Libertadores de 2014 e nas edições dos Brasileiros. O início de 2016 com eliminações e atuações irregulares no Brasileiro, o outrora incensado Muricy sem dar padrão à equipe e Guerrero, a estrela do elenco, com atuações pluripatéticas ligaram um sinal amarelo.
Acabou a paciência da massa. A segunda etapa do crescimento do clube não se concretizou e Bandeira de Mello está sendo cobrado. Seu maior erro: transformar o Flamengo em um clube morno.
Antes era euforia ou depressão. Contratações sem dinheiro, megalomania sem respaldo estrutural. Por isso só restava brigar em campo por vitórias e títulos. Até para gerar renda. Irresponsabilidade administrativa que servia como uma espécie de doping emocional que alimentava a sede de conquistas. Estimulante que viciou a instituição.
O torcedor médio acredita que a “receita” é a bagunça de 2009. Técnico interino, craque veterano contratado para pagar dívida, investimento de alto risco em um artilheiro instável emocionalmente. Time cheio de incógnitas que deu liga. Mas não passa da exceção que confirma a regra no campeonato por pontos corridos.
O saudosismo que exige um novo Flamengo de Zico só ancora o clube, que não caminha e nem consegue pensar grande sem um “Messias”. Mentalidade que queimou vários jovens promissores por cobrar o quase impossível: repetir um dos maiores times da história do esporte, algo que só acontece uma vez. Passou.
Por isso é urgente encontrar um meio termo. Nem tudo é falta de raça, como cobram os mais exaltados. É nítido, porém, que não há aquela indignação absoluta com o revés. O “rei dos balanços” precisa aumentar a fervura.
Não atrasando salários, voltando para o campo de terra da Gávea ou contratando superastros fora do orçamento. Mas fazendo o chão tremer. Na ambição, na cobrança. Na criatividade para buscar jogadores que resolvam, na cultura de vitória. Pensar grande na justa medida.
O novo com pitadas do velho Flamengo. Sem a loucura que quase afundou o clube, com a insanidade saudável de crer na utopia que consta no próprio hino: “vencer, vencer, vencer”.
Fonte: André Rocha – UOL

Esse texto só não é mais ridículo do que aquele vídeo que o cara pede a legalização da pedofilia no YouTube.
Ridiculo porque? o cara ta mais do que certo, bandeira nao tem pulso nenhum no futebol e as derrotas viraram coisas “normais” nos bastidores da gavea
Isso aí é ladainha de torcedor modinha.
Meus Amigos Rubronegros, a contratação de zagueiro não se concretiza mais uma vez porque divulgam quem querem contratar e o preço dos caras sobem porque logo aparecem outros times para “atravessar” o negócio!
Deve ter “alguma coisa estranha” nessas pretensas negociações porque demora tanto?
Será que há alguma discussão sobre “comissões” para os “interessados” antes de se contratar e o negócio não é definido logo por causa disso??
Agora até o Arturo MINA está se valorizando com a classificação do Independiente Del Valle pras semifinais. E se eles ganharem do BOCA Jrs. e forem pra final, o passe dele vai ficar mais caro ainda e, se eles forem campeões da Libertadores, aí triplica o valor do passe, então, contratá-lo ficaria impossível!
Quem iremos contratar???????
Pode ser cara mas o principal pra mim é a lerdeza do departamento de futebol, no caso Donatti por exemplo, oferecem 2 milhões em janeiro, agora me oferecem 1.3 kkkkk é brincadeira né? Claro que os caras não iriam aceitar.
Sobre os outros perderam timing do negócio, esperaram Wallace pedir dispensa, César Martins encerrar o contrato e Juan começar a desfalcar por conta da maratona de jogos pra se moverem atrás dos zagueiros.
É mais incompetência a meu ver.
Do jeito que esse pessoal fala, parece que pro futebol ficar bem as finanças têm que estar mal e vice versa… pqp. .. No início do ano estava todo mundo elogiando … Muricy … Cuellar … Mancu … Arão … Juan … Boas contratações. Não deu resultado, já estão falando que não houve investimento. .. Isso é mentira! Está se investindo sim … Pela primeira vez terenos um CT! O problema é que entrou um ranzinza cabeca dura pra comandar o elenco que criou a cultura de que ” se perdermos é por causa do cansaço , das viagens e etc” e nunca por causa dele que, em cinco meses, não deu um padrao de jogo ao time … que mexia mal, ou melhor, não mexia no time, que insistiu num esquema que nao dá certo com as peças que temos , que não dá chance aos jogadores que se destacaram na base e que não barrou quem ele tinha que barrar. Acho que com um pouqinho de visão, cobranca e meritrocacia há jeito de fazer esse time jogar … muito se fala no 4-2-3-1 … parece ser, realmente a melhor opção. .. tem que testar … botar pra jogar … e ver qual vai ser … E que não mudemos o que está dando certo: as finanças. Pela existência da instituição!
Tem razão, mas acho que além do Muricy não ter ido bem, a fase de muitos jogadores é ruim mesmo;
Fiquei deveras otimista com a vinda do Muricy, por acreditar que a tal filosofia do “aqui é trabalho” iria banir definitivamente a cultura do bonde da Stella;
Estava também otimista por pensar ser uma fase de transição ao novo, em que o time não estaria ainda apto a jogar tão bem quanto os melhores, mas não perderia, em razão do pragmatismo, para os pequenos; Assim, num longo campeonato de pontos corridos, teríamos sérias chances ao título, ainda que sem ser os melhores; Ledo engano, no momento, estamos entre os piores;
Mas, estamos aí, recomeçando… um elenco até bom, nova filosofia… com o time se acertando, até a fase individual de cada um tende a retornar ao normal;
Otimismo.