É isso, meus queridos. Não há como concordar ou discordar. É fato. Desde que Zé Ricardo assumiu o comando, o time do Flamengo marcou apenas 2 gols de dentro da área com a bola rolando. Não lembra? Vamos recordar:
Ponte Preta 1×2 Flamengo – 29/05
1° gol – Felipe Azevedo, contra, após cobrança de falta de Alan Patrick.
2°gol – Cobrança de escanteio para o Fla, defesa afastou e Jorge acertou um foguete. Golaço do Mengo, minha Nossa Senhora!
Flamengo 1×0 Vitória – 02/06
Cobrança de falta, bola rebatida, Willian Arão ajeitou e Felipe Vizeu testou pra dentro.
Flamengo 1×2 Palmeiras – 05/06
Cobrança de lateral para o Flamengo, Fernandinho desviou e Alan Patrick mandou um chutaço de fora da área.
Figueirense 1×0 Flamengo – 12/06
É, vamo pro próximo…
Cruzeiro 0x1 Flamengo – 15/06
Cobrança de escanteio, Réver ajeitou o topete no céu e cabeceou para o chão. Bola na rede.
Flamengo 2×2 São Paulo – 19/06
1° gol – Foi com bola rolando, foi de dentro da área. Mas foi contra, Rodrigo Caio marcou para o Fla. Gol do Flamengo feito pelo São Paulo.
2° gol – Willian Arão, de cabeça, após cobrança de falta.
Santa Cruz 0x1 Flamengo – 22/06
De novo ele, Willian Arão. Um pombo sem asa de muito longe.
Flamengo 1×2 Fluminense – 26/06
Aí está nosso primeiro gol a favor, de dentro da área, com bola rolando. Alan Patrick chutou, Diego Cavalieri rebateu e Guerrero empurrou para o gol, de cabeça.
Flamengo 1×0 Internacional – 29/06
Esse gol começou numa cobrança de escanteio. Muriel afastou, Jorge cabeceou e o zagueiro tirou em cima da linha. Ela sobrou para Rafael Vaz, que tocou para Arão. O capitão cruzou, Guerrero ajeitou e Ederson marcou. Por mais que a jogada tenha começado em um escanteio, não dá pra contar como “gol de bola parada”.
Corinthians 4×0 Flamengo – 03/07
Tivesse feito a caceta do gol no 1º tempo, teria grandes chances de vencer. Héber não chuta, cabeceia, nem perde chances incríveis. Não dá pra botar na conta do juiz.
Totalizando:
10 jogos, 10 gols
– 5 de bola parada (1 contra)
– 2 em chutaços de fora da área (o do Jorge é bola parada)
– 1 gol contra com bola rolando
– 2 gols de dentro da área com bola rolando
Ultimamente, só tenho conseguido ver culpa em Marcelo Cirino. A parcela maior de Zé Ricardo talvez seja justamente essa, teimar em escalar o camisa 7.
Mais cedo no ano, sofremos com o time de Muricy. Aí sim tinha grande culpa do treinador. O Flamengo não conseguia criar e ficou 4 jogos sem marcar: contra Atlético-PR, Fluminense, e os poderosíssimos Volta Redonda e Confiança, que passou o jogo inteiro com 1 a menos.
O time de Zé é diferente. Pressiona o adversário, comanda o jogo e cria sim chances com a bola rolando. O problema é que não marca. Falha de nossos jogadores, que pecam nas finalizações e no chamado “último passe”.
Deficiência também do sistema ofensivo. Por mais que Alan Patrick esteja sempre com a bola, buscando a melhor opção, seguimos ultradependentes das investidas pela direita, com Rodinei e Arão subindo e armando uma trinca com Marcelo Cirino. Grande parte dessas jogadas termina em cruzamento para a área. Aí ou o atacante não consegue desviar a bola, ou perde um gol incrível.
Bola parada também é gol e vale do mesmo jeito
Sem sombra de dúvidas. Meu ponto é que o gol de bola parada não exige, necessariamente, a criação de uma jogada. Não é preciso trabalhar na articulação do gol.
A bola parada próxima à área, por si só, já é uma chance criada.
Aonde você quer chegar?
O Flamengo tem jogado bem ultimamente. Manda no jogo, controla as ações, pressiona. Só que tem uma dificuldade absurda de marcar gols. O que costuma determinar o vencedor dos jogos do Mengão é o time que abre o placar.
Quando somos nós, vencemos. Sempre por 1×0. Desde que Zé Ricardo chegou, todas as vezes em que o Flamengo saiu na frente, ganhou por 1×0. Isso é explicável. Se com o placar zerado o time já “joga bem”, com a vantagem fica melhor ainda. Mantém-se controlador da partida e, assim, corre poucos riscos. Chega ao ataque, também, mas é duro de o Mengão marcar mais de 1 em 90 minutos…
Já quando o time errado sai na frente, foram 4 derrotas em 6 jogos no período. Na última, o Flamengo era consideravelmente superior ao Corinthians até sofrer 1×0. Contra o Fluminense, o Fla foi muito melhor do início ao fim da partida. Diante do Figueirense, estava mal até levar o gol; aí passou a pressionar bastante, sem criar chances agudas. Contra o Palmeiras foi outra história, eles jogaram mais.
Por uma vez, o Flamengo de Zé Ricardo buscou o empate, após sair perdendo. Foi contra o São Paulo. Inúmeras chances para nós, poucas para eles. 2×2 e o Mengo só chegou ao empate em superioridade numérica. Perdeu um pênalti, no último minuto, mas já era para estar vencendo àquela altura.
Virada, apenas contra a Ponte Preta, em gols bastante fortuitos. No segundo tempo, se fechou após ficar com 1 a menos, aos 17 minutos.
Difícil apontar a solução, mas se o Flamengo acertar o pé e passar a não depender apenas de bolas paradas, tem tudo pra crescer no campeonato. Quem sabe até brigar pelas cabeças.
(Seria maravilhoso, mas…) Não precisa fazer 3 gols por jogo. Apenas necessitar de um número menor de chances para aproveitar a pressão imposta e balançar a rede. De preferência, antes do adversário.
Leandro Damião vem para o bem?
Péssimo no Santos, mal no Cruzeiro; dizem que ainda nem estreou pelo Betis. Viria sem custos para a reserva de Guerrero. Flamengo arcaria apenas com o salário dele, carca de metade do valor total que recebia na Vila Belmiro.
Que saudades do Kayke.
Fonte: Nosso Flamengo
