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Advogado de membros de organizada do Fla pedirá liberdade de suspeitos: ‘Prova frágil’

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A investigação em torno da morte do torcedor do Botafogo, Diego Silva dos Santos, de 28 anos, em meio a um conflito com torcedores do Flamengo no clássico entre as duas equipes pode ganhar novos desdobramentos. Advogado contratado pela organizada Torcida Jovem Fla para defender os cinco rubro-negros presos na megaoperação realizada nesta quinta-feira, Rafael Faria detalhou que solicitará em breve a liberdade de seus clientes:

– Assumimos o caso inicialmente para todos os torcedores. Vamos ficar a par de todas as condutas investigadas e, em seguida, entrar com medidas provisórias para pedir a liberdade de todos os suspeitos. Afinal, todos têm emprego fixo e residência fixa – revelou, ao LANCE!.

A operação culminou nas prisões do diretor da TJF, Rafael Camelo, e dos integrantes Vitor Portencio, Adonai Santos, Rogerio Silva Guinard e Herbert Sabino de Paula. O presidente da organizada, Wallace Motta, o vice-presidente Rafael Maggio Afonso e Fábio Pinheiro tiveram prisões decretadas, mas estão foragidos. Ainda houve 12 mandados de prisão temporário por participação de outros crimes, além de operações de busca e apreensão.

Mesmo com a Polícia Civil afirmando em entrevista coletiva que se amparou em imagens para expedir o mandado de prisão dos torcedores, o advogado rechaça a possibilidade de que haja provas contra os membros da organizada detidos:

– A prova é muito frágil. Há uma suposição de que a camisa do Botafogo encontrada na operação de busca e apreensão era do torcedor. Porém, uma camisa não significa absolutamente nada. Pode ser qualquer camisa!

Aos olhos de Rafael Faria, o pedido de soltura dos cinco integrantes da organizada referente ao Flamengo não deve ser associado a uma tentativa de impedir o combate à violência no futebol:

– Não é prendendo inocentes com uma prova frágil que eu posso criar algo pedagógico sobre a violência no futebol. Nosso principal princípio é a presunção da inocência, o exemplo tem de vir a partir da lei.

O advogado detalhou que não há motivos para os suspeitos serem mantidos na prisão:

– O que chegou pelos familiares é que são todos réus primários, e possuem residência e emprego fixo.

Os oito suspeitos teriam golpeado a vítima com um espeto de churrasco. Diego morreu de hemorragia interna e externa, segundo o laudo do Instituto Médico Legal, ao ser atingido por um objeto com “perfuro contundente”.

Fonte: Lance!

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