A ‘elitização’ rubro-negra é um mito!

Caros Rubro Negros,

Semana que vem temos o primeiro jogo da final da Copa do Brasil. Novamente veremos o Flamengo protagonizando um grande jogo em busca de um título relevante. E como não pode deixar de ser quando o Flamengo está em destaque, uma polêmica antiga, que vinha “morna”, volta a ser motivo de discussões acaloradas: Elitização nos estádios, precificação dos ingressos e o programa ST.

Sempre que se fala nesse tema alguns pontos chave são repetidos: questões relativas a preços proibitivos de ingressos como algo utilizado para forçar os torcedores a serem STs. A elitização nos estádios, advinda desses altos preços de entradas e que para alguns é representada por torcedores ávidos no uso de seus celulares durante a partida, a já designada “Fla-Selfie”. E o afastamento dos torcedores de mais baixa renda dos estádios, justamente por conta de todo esse contexto.

Sou da seguinte opinião: Apesar de carecer de ajustes ( que estão sendo procurados, a meu ver) a postura do Flamengo nesse assunto caminha no rumo certo. Não acho justo de forma alguma colocar nas costas do Flamengo o preço de uma elitização que, se de fato existe, não aconteceu por conta do Flamengo e sim por conta da realidade que nos cerca.

Por exemplo, o vejam ST nesse contexto. Existe uma tendência no futebol mundial de valorizar os programas de ST como fonte de renda fundamental para a manutenção e o crescimento das equipes. E, entre as diversas formas de se administrar e incentivar o torcedor a se associar, certamente é válido que o programa dê prioridade e bons descontos na compra do ingresso para as partidas. Ora, se o preço do ingresso for muito barato, qual será a grande vantagem de ser ST? Há de se procurar um preço que consiga estar no ponto correto, nem tão caro que seja proibitivo para os não associados e nem tão barato a ponto de afundar o próprio programa de associados. E vejam só: Hoje, o ST do Flamengo conta com planos a partir de R$ 29,90 mensais. E sobe gradativamente, de acordo com as vantagens do plano, que resumidamente, se resumem a prioridade na compra dos ingressos para as partidas. Sinceramente, R$ 29,90 não me parece valor abusivo.

Alguns podem dizer que com esse plano o torcedor não conseguirá comprar ingressos para um jogo do apelo dessa final. Ok. É verdade. Contudo, como podemos ver nos últimos jogos, certamente não faltará oportunidades para ver outros jogos do Fla com esse plano. “Ah, mas ele quer ver a final”. Então ele vai ver como 99% da torcida do Flamengo verá: Através da TV. Contudo, não poder ir ao estádio é rotina para a maior parte da torcida Rubro Negra, a parte conhecida como “off Rio”. E isso não nos impede de sermos apaixonados e dedicados torcedores. E mesmo nas épocas em que o grande Maracanã recebia 150 mil pessoas… mesmo nesses tempos a grande maioria da torcida via o jogo pela TV ou ouvia pelo rádio e isso não impediu a nossa torcida de ser tão imensa a ponto de ser chamada de Nação. Portanto, apesar de ser uma experiência incrível e que deve ser incentivada, não poder ir ao estádio sempre não faz de ninguém menos torcedor e não faz com que nossa torcida possa ser “extinta” ao longo do anos, como alguns querem nos fazer crer.

Falando em Maracanã, vejamos por exemplo o caso do ex gigante: O Maraca hoje é um estádio que pode receber 78.838 espectadores como lotação máxima e, todavia, encontrou-se “lotado” com meros 53.148 presentes e 47573 pagantes na semifinal da Copa do Brasil contra o faísca. Uma diferença brutal entre o público que poderia ser recebido e o que de fato presenciou a peleja não é? Ora, com uma série de custos fixos como os que o Fla paga quando joga por lá, não poderia o Rubro Negro carioca praticar um Ticket médio um pouco mais barato caso não houvesse esse “gap” monstruoso entre o que o estádio poderia receber e o que de fato nos permitem? O Maracanã não foi “elitizado” por conta dos preços de ingressos que o Fla cobra nos seus jogos por lá. Ele foi elitizado na ocasião da reforma para a Copa do Mundo. Reclamem com as autoridades. Que “mataram” o Maracanã e ainda entregaram a uma concessionária que escalpelou o Flamengo nos últimos anos. Isso sem falar que contamos hoje com 2 estádios para mandar jogos nos quais somos meros inquilinos. Isso também tem que ser colocado em todo esse contexto.

No mais, não se pode negar de forma alguma que a desigualdade social e a pobreza são mazelas do nosso país. Obviamente milhões de torcedores fanáticos certamente não tem condições de serem associados. E Isso não é exclusividade da torcida do Fla e não é demérito para ninguém. E muito menos uma responsabilidade do Fla para com a sociedade. Isso é fruto do mundo em que vivemos. Simples assim. E entra uma outra questão nesse ponto: O camarada que não tem condição financeira para pagar R$ 29,90 no plano de ST tem condição de pagar o ingresso para ver partidas regulares do Fla, mesmo que as mesmas fosse mais baratas do que atualmente tem sido? Quanto vocês acham que deve custar o ticket médio para um jogo da série A do Campeonato Brasileiro, envolvendo um grande time do país como é o Flamengo? Lembre-se dos custos envolvidos. Lembrem-se: queremos no nosso elenco Diego e Everton Ribeiro e não Val e Diogo.

Então, no frigir dos ovos, o Flamengo hoje tem razão. Está procurando o “ponto ótimo”, onde terá o máximo de associados, de público presente e poderá cobrar o ticket mais alto possível nesse ponto. Vai errar nessa procura. Mas não tem jeito. A elitização não é Rubro Negra. Isso é um mito. O mundo mudou. Não estamos mais na década de 80, onde ingressos para jogos de futebol eram baratíssimos. As cifras envolvidas são muito diferentes. Esse tempo não volta mais. Quem puder ir aos jogos, que vá. Quem puder ser ST, que seja. Quem não puder não é menos torcedor do que ninguém e verá o Fla ser campeão pela TV, como a maioria de nós. Que assim seja.

Opine, elogie, critique…Participe!! E se você ainda não é Sócio Torcedor…faça o seu imediatamente!!! O seu maior benefício é ver um Flamengo cada vez mais forte!!

Curioso: Há alguns anos atrás o Internacional disputou uma final na qual apenas participantes do ST deles tiveram ingressos para o jogo. A imprensa toda achou lindo. “Por que o ST do Inter deveria servir de exemplo para os outros times”. Agora que o Flamengo tem a oportunidade de fazer o mesmo por conta da expansão do seu próprio ST a reação da imprensa é diferente. E o que fizer do Atlético Mineiro, na final da Libertadores? Cobrou preços exorbitantes nos ingressos. E pior: Na final da Copa do Brasil o preço dos ingressos foi mais alto do que “o mercado” teve condição de pagar. Resultado: Menos ingressos vendidos do que o disponível na final. Mas quando é o Flamengo: “Ah, o papel social do futebol.” “Ah, estão elitizando o esporte”. Engraçado que na hora de pagar as contas do clube ninguém se manifesta. (Em 2013 até o MP achou que tinha que se manifestar, vejam só vocês). Só posso chegar a conclusão que o tamanho do Flamengo é a única justificativa para esse tipo de comportamento. Dá clique. Vende jornal.

Cumpriu Tabela: Clubes e CBF tentando dinamitar o PROFUT. Por que “cumpriu tabela”? Por que já era esperado que esses cartolas do século passado fizessem isso. E, sinceramente, não me preocupo tanto caso esses times não sejam sumariamente rebaixados por conta de não cumprir compromissos e serem excluídos do PROFUT. A conta chega. Os clubes que saírem do PROFUT estarão sujeitos a penhoras de toda espécie e sem dinheiro em caixa. Acabam tendo desempenhos esportivos pífios. Vide o Botafogo em 2014, que foi rebaixado sumariamente muito por conta disso. Esses cartolas cretinos podem fazer o que quiserem. O cobertor deles ficou mais curto. Basta que as autoridades façam o que vinham fazendo em relação as penhoras dos devedores.

Esclarecimento: Um de nossos leitores mais assíduos trouxe a minha atenção que, de alguma forma, a expressão que sempre trouxe aqui sobre o trabalho do ZR não seria compatível com o conteúdo elogioso de minha última coluna ou que isso de alguma forma impactaria em colunas futuras. Discordando disso, trago esse esclarecimento até no intuito de encerrar o assunto ZR, uma vez que o mesmo sequer é técnico do Flamengo agora e acho uma perda de tempo continuar falando nisso:

1 – Todos os leitores aqui já conhecem minhas opiniões sobre o trabalho do ZR no Fla. Estão nas colunas, na internet e nas posteridade, por assim dizer. Não é preciso repeti-las agora por que o técnico foi demitido.

2 – Dessa forma não me constrangido de forma alguma em minha condição de falar do Flamengo hoje, do Rueda, da diretoria ou do elenco , seja pelas opiniões que dei nesse passado recente, ou em qualquer análise que já tenha feito aqui. Da mesma forma que dei opiniões sobre jogadores e sobre o técnico anterior, o farei sobre o próximo de assim sucessivamente. Quero crer que todos conseguimos entender a diferença entre ponderação e uma defesa cega (ou um ataque altamente carregado de emoção). Meu perfil aqui sempre foi e sempre vai ser o de ponderar e buscar trazer opiniões equilibradas. Nunca como dono da verdade. Mas como mediador, de alguma forma, e principalmente como um Rubro Negro como qualquer outro. E nada mudará quanto a isso.

Por fim acredito que todos os Rubro Negros aqui presentes torcem para o bem do Flamengo acima de qualquer pessoa que lá esteja. E o mesmo vale para mim.

Luiz Henrique Amorim
contato@colunadoflamengo.com

 

  • Concordo com várias opiniões do autor. Inclusive qdo defendeu o trabalho do Ze Ricardo e achou que a continuidade era a melhor saída. Errou. Erramos. Mas no tocante à elitização e os preços dos ingressos, principalmente para não socios, discordo totalmente. O “espetáculo” não vale o preço cobrado. Falo por experiência própria, fui em 6 jogos esse ano na ilha do urubu e gastei em média, 200 reais com uber, ingresso e breja/podrão. É caro! Um programa caro! Essa modalidade que o autor cita, de 29,90 foi interessante até mais ou menos final de 2015 e começo de 2016. Os decontos em produtos são risíveis, e qdo existem jogos de maior apelo, corremos serios riscos de ficarmos de fora. Quem não é sócio então, ta lascado, vai morrer em 350 reais na noite. No maracana, eu ate entendo. Esse new maracana eh completamente fora dos padrões. Custo operacional impraticável. Mas na ilha do urubu, na ilha do governador, não pode cobrar esses preços para jogos contra atléticos goianiense, paranaense, ponte preta etc. Não pode!!! Nao Vale! É elitista! E o estádio fica vazio! É contraproducente! Não passa uma imagem positiva!! Flamengo tem que jogar na ilha do urubu com taxa de ocupação de 90 porcento nos ingressos para nossa torcida sempre! Isso sim fideliza o torcedor!

    • Certamente ajustes tem que ser feitos. O que não pode ( e é o que eu vejo sendo alardeado ) é que a politica de preços é elitista e que tem que ser mudada. Muitos falam isso pensando em preços “de antigamente”.

      Jogos as 30, 40 reais, com meia entrada…não tem como.

      Mas hoje, daqui a pouco, saíra uma coluna extra minha sobre outro assunto e lá dei uma sugestão que me foi ponderada por um camarada aqui da coluna. Algo bem legal. Comenta lá!!

      Sobre o ZR e a continuidade… a defesa é por um conceito. Conceito de continuidade. Contra os trituradores de técnicos que são os nossos times. Contra o trabalho de curto prazo. Eventualmente esse tipo de atitude ( a troca ) vai dar certo. Mas, no geral, não é o caminho ideal.

      Abraços!

  • Enquanto os estádios estiverem lotados não vejo problemas em praticar qualquer tipo de preço.
    Devemos lembrar q a relação de oferta/demanda é quem deve definir os valores.
    O problema nota quando os estádios estão parcialmente vazios e os preços altos.
    A torcida é ponto de desequilíbrio em qualquer partida.
    O ST deve ser valorizado, mas ainda não vejo uma quantidade substancial pra lotar sempre um Maracanã.
    Espero q tenhamos um estádio de porte e um programa inteligente de vendas de ingresso.
    Valorizando o ST, valorizando quem compra com antecedência em modelo de pacotes e valorizando também o torcedor ou apreciador q não seja sócio e q queira uma experiência em meio a Nação.
    SRN.

  • Esse tema dos ingressos, podem observar, tem como gatilho, sempre, Mauro Cesar Pereira. Na imprensa é assim, um jornalista levanta a bola e o restante corre atrás. Mauro entende muito de futebol, eu gosto muito de ouvi-lo quando o assunto se restringe a isso, mas tem suas motivações ideológicas, forjadas num processo de doutrinação incessante que atingiu a nossa geração, notadamente os oriundos das faculdades de humanas. Não é fácil mesmo escapar. E nem é dos piores, pois, às vezes, seu bom senso se impõe, como é o caso de sua posição quanto à eliminação do grêmio por conta do episódio com o santos. Há dois Mauros, o ideológico e o prudente. Quando aquele impera, a cartilha se manifesta e como é torcedor do Fla, acaba por nos mirar como alvo para sua pregação populista. Justamente por isso, essa questão dos ingressos tem o Flamengo como sua vitrine preferencial. Os olhos que enxergam esse problema estão voltados para nós principalmente. É simples entender. Quanto ao seu texto, achei muito oportuno. É triste que nem todos que se expõem em colunas e sites tenha a sua coragem. Parabéns por ter evitado o bom-mocismo conveniente. Posar de sujeito “do bem”, apenas se indignando contra as mazelas da realidade é fácil, apresentar soluções já é outra história. Mas não se engane, tem os inocentes úteis, sequiosos em mostrar como eles são mais generosos que os outros, mas há aqueles que sabem plantar ventos, manipulando os incautos com anseios impossíveis, para colher as tempestades.

    • Penso que seja bem por ai.

      No mais, nunca me furtei em escrever e “ir contra a maré” aqui na coluna e nunca o farei. Essa coragem nunca me faltará!!!

      Abraços!

  • A questão é simples: a torcida toda do Flamengo quer: estádio próprio, CT 1º mundo, Museu do Fla, elenco mais caro do Brasil com jogadores como Diego, Éverton Ribeiro, Guerrero, tudo do bom e do melhor.

    Parte da torcida que reclama quer: pagar preço de geral e não ser sócio-torcedor.

    Parte da torcida que reclama: não tem noção de questões financeiras e prefere voltar ao passado, mas não sabe que com as finanças do passado, jogador não queria vir ao Flamengo pq o Flamengo não pagava e era jogador mediano pra baixo. Com elenco ruim, era sofrênvia todo brasileirão.

    • Pois é. A galera quer pagar por um pastel e um caldo e quer ter um jantar de primeira. Complica.

  • O dono do texto não vai ler, uma pena. O texto tem bons argumentos, contudo esbarra em algo simples que é, lidamos com pessoas. Clube de futebol, uma partida de futebol é marcado pelo encontro de pessoas, quando o flamengo faz um gol, aquela mulher que nunca iria te dar um abraço do nada, te dá, aquele cara que você nunca viu na vida, você o abraça. Pessoas, não se trata de classe social ou gênero ou cor da pele. Por mais que o mundo esteja completamente diferente, que tenham estuprado o maracanã, que todos os clubes do país e do mundo estejam caminhando na direção do ST, o flamengo pode fazer algo diferente nesse sentido. Enquanto o seu argumento é desprovido de humanidade e repleto de egoísmo, fruto exatamente de uma sociedade ególatra, o flamengo poderia fazer diferente, olhar para trás, lembrar do povão que fez a fama do torcedor do flamengo ser o flavelado, o mulambo. Fazer caridade, não? Incentivar a corrupção, estimular a vendagem pirata, não? Você está coberto de razão quanto a não poder ir a todos os jogos, da maioria não ir ao jogo por capacidade, de ver pela TV, de continuar sendo torcedor. Contudo, afirmo que se fizesse uma análise em cima de, campeonatos, momento do clube, apelo do jogo, possivelmente torcedores que não tem tanta possibilidade de ir a um jogo, gostaria de ir. Às vezes é um jogo num sábado à tarde, contra o Bangu, e o pai quer levar seu filho pequeno porque é mais calmo. Esse tipo de ação tem a ver com pessoa. Como clube de maior torcida, o flamengo poderia investir em seu maior ativo, proporcionar mesmo aos que nunca foram ou nunca iriam, a oportunidade de experimentar sensações inigualáveis. A maior parte da torcida é off-Rio, então, pensar neles na hora de votar um calendário falido que assassina o próprio flamengo. Programar jogos fora do RJ em estados que não se vai normalmente como TO, SE, AL, RR, RO, AC, RN, PB.

    • Em primeiro lugar obrigado por comentar e participar.

      Eu sempre leio todos os comentários de todas as minhas colunas.

      Não acho sinceramente que fui egoísta ou desumano. E concordo demais com você quando fala sobre a relação entre as pessoas. Infelizmente o mundo gira e o tempo só anda pra frente. Tudo ficou mais caro e mais díficil. E os custos desse esporte aumentaram demais. Como eu disse na coluna, ajustes tem que ser feitos. Contudo, mesmo com esses ajustes, é muito díficil que o preço final seja compatível com o que alguns acham que deveria ser ou que esse preço venha a atender os anseios dos mais desvalidos financeiramente.

      Sobre o calendário eu concordo em gênero, número e grau. Só acho que é uma questão que transcendem o Fla. Se quando o assunto é FERJ o Flamengo não consegue se fazer ouvir…

      Sobre mandar jogos fora do RJ, eu concordo. Só digo que temos que ponderar… que jogos serão mandados dora do RJ? Por que, além da questão de logística ( que foi muito dura com o Fla em 2016 ), temos hoje uma norma da CBF impedindo o mando de jogos fora do estado de origem. No carioca, talvez? Mas aí depende da benção da FERj…e aí…lá vamos nós…

      • Agradeço por responder, sem puxação de saco rsrsrs, numa época de tempo escasso, parar para responder um texto demonstra algo bom. Desculpe chamá-lo de egoísta, mas quando você fala isso “E muito menos uma responsabilidade do Fla para com a sociedade. Isso é fruto do mundo em que vivemos. Simples assim.” é fruto comum das pessoas se excluírem das coisas ruins que estão acontecendo porque não foi diretamente com elas. Mas se ao menos alguns fizerem algo diferente, já seria um ótimo começo, principalmente se importar com quem não tem. Creio que o flamengo poderia fazer um estudo de caso sobre isso, sem pachequismo, sem sensacionalismo, sem esmola, fazer um estudo sério identificando a necessidade real do torcedor de baixa renda que é o cerne do apelido de time de mulambo. Concordo de verdade contigo em seu texto que tudo mudou, graças a Deus por isso, o flamengo está caminhando para ser um clube que deve menos, que honra seus compromissos, o maraca está depenado, o modo de torcer hoje é diferente, as nossas cifras aumentaram, mas algo que não mudou é que somos o time de todos. É evidente que não podemos mais fazer caridade com um recurso que não é nosso, como fizeram aqueles presidentes maus-caráteres que dirigiram o flamengo anos atrás. Portanto, se fizessem um estudo de caso sério, encontraríamos um ponto de convergência que incluiria todas as gentes no saco “torcedores do flamengo”, óbvio que não agradaria a todos, mas aí, o flamengo estaria tranquilo porque fez o que pode sem mimimi. Uma das coisas que o marketing ou sei lá qual área poderia ver, seria a contrapartida em jogos, quanto mais você for, mas barato sai o ingresso a ponto de você ir a um jogo de “graça”. O plano mais barato, conforme você citou, tem um valor bom, mas seria mais atrativo se tivesse algo assim, por exemplo, a cada 12 partidas (uma por mês, no mínimo) a 13ª o cara vai de graça. E sabemos que o flamenguista iria, nós vamos a jogos que os demais torcedores não vão. É uma ideia, um olhar.
        Mais uma vez, obrigado pelo seu tempo.
        SRN!

        • Sempre dou a máxima atenção que posso para meus queridos leitores. Afinal, eu só estou aqui por que vocês tem algum interesse no que eu escrevo. O mínimo é que eu de a atenção que puder a todos.

          Concordo que ajustes tem que ser feitos e caminhos procurados em prol do equilíbrio na situação. Só me preocupo com essa discussão é posta em termos de pessoas que pensam em ingressos a “preços de antigamente”. Não tem como.

          Logo mais vai sair uma coluna extra minha sobre outro assunto, mas toco nesse assunto novamente. Da uma olhada lá!!

          No mais, eu que agradeço sua atenção e participação. Continue nos acompanhando.

      • O calendário depende de um esforço conjunto que independe do flamengo, se ele for voto vencido, infelizmente não tem o que se fazer. Mas que ao menos ele se posicione contrariamente, que o dirigente que for lá, pense nos jogadores (são eles que jogam e são o outro patrimônio do clube), no prejuízo de partidas irrisórias e no seu torcedor que é quem pagará a conta. Quanto à FERJ, o dirigente precisará se fazer ouvir e levar uma contra-proposta que beneficie a todos, não alije os times menores, nem cause sangria nos 4 de maior investimento. Pensar no que é feito na Europa, aqueles torneios que o Flamengo jogava.

        É uma discussão que transcende ao Flamengo, é um entendimento e um cair na realidade de que estamos morrendo esportivamente. Exemplo claro, o basquete. Já não temos o volei, perdemos o basquete e daqui a pouco o futebol, fora outras modalidades. Os jogos off-RJ dependeria de um acerto no calendário, uma costura entre clubes e federações, que é muito difícil, beira a loucura, tal como a copa união e todo seu imbróglio causado por Euvirus. Se eu de fora já me canso, imagina quem está lá dentro que convive com pessoas tipo Euvirus, Rubinho, CEP, a corja da CBF.

      • Longe de ser egoísta ou desumano, você foi corajoso em não ceder à vaidade, à frívola tentação de bajular a turba no anseio pelos aplausos fáceis. Ô, o doce afago da autoestima acalentada, quantos não sucumbem à essa armadilha? Parabéns por sua lucidez, só um caráter reto permite que ela se imponha no meio dos gritos populistas dos indignados de plantão. Só espero que a Diretoria, ainda mais agora que se desconfia que alguém tem pretensões políticas no mundo de cá, não ceda a essa pressão.

        • Muito obrigado pelos elogios!!!

    • Primeiro que o custo dos estadios aumentaram, então se o flamengo for fazer preço POPULAR, so paga os custos, nao vai ter lucro nenhum, e como tem um elenco com bons jogadores, ct de primeira, CEP, muitos funcionarios qualificados, isso tudo precisa de muito dinheiro, se tirar essa fonte de receita que é a bilheteria, de onde ele vai tirar dinheiro ????

      Segundo, se um cara nao tem dinheiro para pagar um plano ST de 30 reais mensais, de onde ele vai tirar dinheiro para ir ao estadio ?? ou vc quer ingresso mais barato que 30 reais ??

      Terceiro que o ST tem descontos em varios produtos, nao so o preço do ingresso.

      QUarto o flamengo nao pode mandar jogos para fora do RIO em comepetições da CBF, ou seja, brasileirão e CB. E certamente nao vai mandar jogos de SUl americana e Libertadores para fora, pois teria desgastes por conta das viagens, e oslugares que voce citou nao tem estadios de grande capacidade.

      • Cara, a discussão é muito mais complexa, muito mais ampla que os 4 pontos elencados por você. E falo isso não por ser expert no assunto, mas porque tento ver ambos os lados e busco uma resposta que englobe a maioria, no mínimo, quando falo maioria é que alcance cada parte de sua imensa torcida, pois é impossível ser unânime. Exemplo: caridade? Não! Exclusão? Não! Segregação? Não! Incentivo à falsificação? Não! Diminuição da qualidade e serviços? Não! 1000 Jogos por ano? Não!

        As respostas para tudo isso passam por calendários mais humanos, reformulação completa nas federações/CBF, revisão completa dos campeonatos, estímulo de mais parcerias, profissionalização dos árbitros, otimização dos estádios/arenas. E infelizmente tudo isso não depende exclusivamente do Flamengo. Aí que está o problema.

    • Pronto. Você já provou que tem bom coração. Agora, jogar fora do Rio é um problema para o time e você sabe disso. Aliás, quem disse que os “mais pobres que não podem ir aos estádios” estariam presentes nesses jogos? Quanto à permitir que os mais pobres tenham cadeira cativa nos estádios, eu pergunto: como você faria isso? Da minha parte eu só vejo uma solução, fornecer ingresso em preço quase simbólico, digamos 10 reais, para toda a torcida e mesmo assim, iria beneficiar mais os cambistas do que os torcedores. Consequência, o Fla não apenas iria deixar de ganhar, mas perderia muito dinheiro em razão do custo do estádio. Resultado, o sócio-torcedor iria pro ralo. Eu pago mesmo morando fora do Rio sem benefício algum, inclusive comecei em 08 de abril de 2013, quando o time era uma porcaria, mas sabemos que gente como eu é minoria. Consequência? voltaríamos à época da irresponsabilidade financeira. O time cairia em qualidade, não teríamos chance alguma nos campeonatos mais importantes e, aí, veja que interessante, mesmo os “mais pobres que não podem ir aos estádios”, teriam que ser adulados para comparecer. Cuidado, irmão, não embarque nesse discurso fácil, pois quem o plantou tem interesses distantes do bem do Fla e tá pouco se lixando para os mais pobres.

      • Valeu pela deferência parando para responder, estou mais respondendo este assunto que trabalhando rsrsrs, ai meu Deus!

        Vamos por parte, o meu texto não faz nenhuma alusão a qualquer cadeira cativa para pessoas de baixa renda. Apenas sinalizei que é necessário permitir a pessoas que historicamente fizeram parte do clube tenham acesso a jogos. Como seria isso, partindo de dois pressupostos, primeiro, futebol é um negócio, segundo, futebol é socialização e inclusão; sendo negócio é imprescindível gerar lucro, sendo inclusivo e social, é importantíssimo que se incluam pessoas que normalmente não teriam acesso a determinados eventos. Como fazer isso sem ser irresponsável financeiramente? Fazendo uma pesquisa de caso, um estudo sério, bem dirigido, com perguntas fechadas a este público, demandando a sua situação financeira e após isso buscar um ponto de convergência, estilo conjunto da matemática que tem união e intersecção, então, verificar o ponto de intersecção entre a inclusão social e o lucro. Mas isso dá trabalho, é necessário interesse sem contrapartida e muita gente tá cagando.
        O discurso mais fácil é justamente o que ignora essa situação, porque quebrar a cabeça e encontrar um ponto de equilíbrio dá muito trabalho, demanda boa-vontade, tempo, disposição de bater de frente com o mercado financeiro que pensa somente em dinheiro e não enxerga as pessoas.
        Quanto a jogos fora do RJ, isso de fato não depende única e exclusivamente do Fla, precisa uma reformulação completa/profunda no calendário e nas competições, mas também não é fácil, o mais fácil é deixar como está, com os jogadores fazendo 70 jogos por ano, com uma porcentagem deste quantitativo de jogos sendo para 10 pessoas assistirem e gerando ainda mais prejuízo aos clubes.
        Mesmo o flamengo sendo um clube de futebol, mesmo estando no meio de um monte de gente que está cagando e andando p o ser humano, poderia fazer algo diferente exatamente porque em termos de pessoas nós somos maiores, somos o clube de maior torcida.
        SRN!

  • Nego reclama do preço do ingresso mas se esquece que antes pagava uma fortuna aos cambistas nesses jogos decisivos. Pelo menos hoje o lucro vai todo para o clube. Acho que parte dos ingressos deveriam ser destinados aos torcedores por fidelidade, independentemente do plano que compraram. SRN

  • Luiz Henrique amorin sempre sendo cirurgico parabens pelo texto.

  • A solução é o Eduardo Bandeira virar governador do Rio de janeiro e o Flamengo construir um estádio gigante como era o Maracanã antes de morrer para a copa de 2014.
    A diretoria tem que pensar em outros benefícios para quem é sócio torcedor, tem muitas formas de atrair socios. Hoje a vantagem de ser sócio é a prioridade na fila o desconto no preço do ingresso.
    A diretoria não pode se acomodar, tem que buscar melhorias!

    • Concordo que o ST tem que melhorar. Mas se tirar oud eixar irrelevante essa vantagem que hoje existe…o plano afunda…

      • O sócio torcedor podia ter desconto em comida e bebida decreto do estádio ao invés de ter 50% de desconto no ingresso, poderia ter sorteios de camisas e produtos oficiais, poderia levar mais os sócios para assistir treino, concentrar junto com o time, etc. O problema agora é que todos se acostumaram com o desconto no ingresso que é bom para quem é sócio, e para a diretoria é bom que força a torcida a virar.
        Só vamos saber se é bom ou ruim se alguém fizer.

  • A impressão que eu tenho é que querem que o Flamengo pague pra jogar.

    Futebol é entretenimento e a própria legislação brasileira exige que os clubes virem empresas.

    A porcentagem de pessoas que vão ao estádio não chega nem perto do número de torcedores e falar que vão parar de torcer por causa disso beira o ridículo.

    • Pois é. Também tenho essa impressão de vez em quando.

  • Rapaz, hoje vou ter que te dar os parabéns, você escreveu um excelente texto e concordo 100 % com o que você escreveu, principalmente essa parte :
    “O camarada que não tem condição financeira para pagar R$ 29,90 no plano de ST tem condição de pagar o ingresso para ver partidas regulares do Fla, mesmo que as mesmas fosse mais baratas do que atualmente tem sido?””
    Essa pra mim resume esse assunto, o povo acha que o flamengo tem que vender ingressos super baratos, mas esquecem de todo um contexto que envolve aluguel de estadio, manutenção, pagamento de salários de um bom elenco, funcionários, CT, CEP e por ai vai. Nesse jogo em que você citou entre flamengo e botafogo, a renda bruta foi de quase 3 milhões de reais e o flamengo ficou com nem 1 milhão no final.
    Outra coisa, ser sócio torcedor não tem descontos só em ingressos, tem descontos em outros produtos, como CERVEJA que tenho certeza que todo mundo bebe kkkkkk.
    A unica coisa que eu acho que a diretoria poderia fazer é pontuar os ST de acordo com quantidade de ingressos vendidos e tempo de adesão, onde o ST juntaria essa pontuação e trocaria por premiações como ingresso, camisa, visita ao ninho, entre outros. Mas claro, quanto maior o plano, maior a pontuação.

    E aos jornalistas de plantão que fica reclamando, vao la reclamar do Governo do rio para deixar o maracanã sobre ADM do Flamengo, deixar que o clube remova as cadeiras de um dos setores do estádio, pra fazer preços populares para esse setor, reclamar para tirar as gratuidades e principalmente, REDUZIR as taxas da FERJ, que é a maior do Brasil.

    • Complicado pontuar o ST do Flamengo sendo que uma parcela gigantesca dele é Off rio.

      • Ué, e o que que tem isso??? Assim pelo menos aumentaria o numero de sócios torcedores do Rio, aqueles que são off-Rios vao continuar a apoiar o flamengo, ja que fazem isso por que gosta do clube.

        • Problema é chegar em um momento de decisão e o OFF-RJ perder a chance de ver o clube porque não tem cm ser torcedor assíduo, então fica injusto esse esquema de pontuação pra quem é de fora.

          • SImples, a pontuação pode ser trocada por ingressos de jogos exceto para jogos de grande revelancia, como Semi finais e finais de mata mata, ou jogos contra times grandes na disputa pelo titulo brasileiro. SO sei que o cara pode ser off -RIo mas ganhar pontos por fidelidade, tempo de associação.

          • Parabéns. Pelos questionamentos você aprimorou sua ideia. Ficou melhor ainda. Fideliza os torcedores que podem ir ao estádio e não prejudica os off-rio, como eu, caso consigamos ir aos jogos decisórios. De qualquer sorte, o Mengo joga metade dos jogos no brasileiro e na copa do Brasil fora do Rio e os sócios-torcedores das outras praças, pelo menos e principalmente os que moram nas Capitais, serão beneficiados diretamente.

          • E uma boa saida.

      • Eu não tenho dados oficiais, mas “oficiosamente” o que eu sei é que a parcela de torcedores do RJ é muito muito maior que a parcela de torcedores off RJ. Mas entendo o seu raciocinio de que, com uma pontuação, os off seriam prejudicados.

        • Seria não se essa medida ajudasse a lotar o estádio sempre. Para mim, pelo menos, é muito legal ver as arquibancadas cheias pela televisão. Faz parte do espetáculo.

          • Concordo. Só acho que essa equação hj é mais complexa do que já foi…

      • Eu sou sócio-torcedor off-rio desde 08 de abril de 2013, plano + paixão, e não me incomoda essa ideia. Pra mim, pelo menos, ver o estádio lotado pela TV me satisfaz bastante.

        • Me incomoda um pouco, mas nao desfaria meu plano por isso.

          Mas ainda acredito que o que nos jogos de menor apelo deveria ser mais em conta, nao quase de graca.

          • Macêdo, até concordo que os jogos de menor apelo devem ter ingressos mais baratos pra atrair mais gente. Acho que isso é a tal precificação de que tantos falam. Mas veja que nem assim essa é a solução para o problema apontado pelos indignados de plantão. Ainda que se venda ingressos mais baratos, como em jogos do carioca, por exemplo, os “pobres que não podem ir ao estádio”, contarão com a concorrência dos que podem pagar com folga. Reserva de mercado para os menos favorecidos é medida impossível de por em prática.

          • Concordo que é dificil.

            Eu sou a favor do que for mais rentavel pro clube. E de conta quem ta la entende. Por isso que nao critico tanto.

            Ate pq eu nao acho que jogo de futebol é necessidade basica de ninguem.

            Nunca vi ninguem querer baixar o preco do pay per view ( que é onde a imensa maioria das pessoas assiste os jogos), nenhum jornalista fala disso, por que será?

    • Thiago, muito obrigado. Você viu que na outra coluna eu deixei um recado pra você? Naquela que você reclamou sobre ter um comentário moderado? Se vocÊ puder da uma olhada lá.

      No mais é isso ai. O pessoal quer atribuir ao Flamengo responsabilidades e culpas que não são do Flamengo.

      • EU lii sim, so por que estava no celular ai acabei nem respondendo. Por mais que tenha alguns textos que nao concordo com voce, pelo menos voce responde kkkkkk

        • A discordância faz parte!!!

          Abraços!

    • Bacana sua opinião. Mas tem uma questão, mesmo que o Mengo tivesse um setor mais barato, quem disse que os mais bem aquinhoados não iriam comprar esses ingressos? E mais, você não acha que quem iria lucrar seriam os cambistas? Quanto à pontuação, mesmo sendo sócio-torcedor off-rio não sou contra não. Só estou nessa pra ajudar o meu Mengo. Aliás, adoro ver o estádio lotado quando assisto aos jogos pela tv.

  • Excelente texto! Quero um time grandioso em elenco, mas, não dá para prestigiar o ST a ponto de elitizar o público do Flamengo nas arquibancadas. Não tenho conhecimento do que a direção do clube tem feito para priorizar todos os tipos de torcedores, mas, o ST é fonte importantíssima de custeio do clube e as pessoas que participam diretamente desse “financiamento” devem ser beneficiadas. É uma troca: o programa aumenta e o faturamento também; se não tem vantagem, voltamos aos tempos de mau pagador, do finge que paga e eu finjo que jogo. Prefiro que o Mais Querido continue crescendo!

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