Filho de Zico relembra época difícil no Fla

Aos 34 anos de idade, Thiago Coimbra, filho de Zico – maior ídolo da história do Flamengo – se vê livre de um ‘peso’ que teve de carregar durante sua carreira futebolística.

Pelo fato de ser filho do melhor jogador que já passou pela Gávea, Thiago criou muitas expectativas para fazer sucesso na equipe, porém, isso não se concretizou.


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Em entrevista ao Globo Esporte, o ex-jogador falou sobre motivos que o fizeram desistir da carreira, citando a pressão como um dos principais fatores.

– Foi uma junção de coisas que me fizeram parar. Obviamente teve uma pressão por conta da comparação com meu pai. Mas tinha muito preconceito no garoto que queria ser jogador, mas que tinha uma condição melhor. Eu não sentia isso em relação aos jogadores, porque eu sempre ia me ambientando fácil. Mas existia mais por parte dos técnicos, porque eles acham que quem é mais humilde precisa mais. Mas não tem isso. Cada um tem que entrar em campo e fazer o seu melhor. Tive esse problema por ser filho do Zico. Aconteceu muito isso no Flamengo – Disse ele.

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A ‘responsa’ que lhe era dada não foi só durante sua passagem pelo Fla. Em outros clubes do Rio de Janeiro, Thiago também foi criticado e rotulado, afirmando que teve melhor experiência no exterior.

“Essa pressão (por ser filho de Zico) eu tive no America, Madureira… Mas em Portugal eu fui muito bem tratado. Lá não tinha pressão. Tive uma boa passagem pelo Portimonense. Aqui existe essa pressão. E é uma coisa mais interna. Eu nunca tive empresário, nada. Não sei como está a coisa hoje em dia. É a maior bobagem comparar você com o seu pai, que jogou muito, foi craque. Eu joguei com o Felipe Adão, que é filho do Cláudio Adão, que também sofria preconceito.

Você vê os filhos do Mazinho. Jogam pra caramba, mas tiveram que buscar oportunidade na Espanha, porque talvez aqui não teriam. Mas existe esse preconceito ridículo no Brasil. Mas você vê ai vários jogadores que também tiveram uma condição boa, mas que mostraram dentro de campo. Você você o Kaká aí. Isso não existe.”

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