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Rodrigo Coli: “Análise de elenco: carência na segunda volância”

Empolgação é a palavra que define o sentimento rubro-negro com as últimas contratações e a montagem do elenco para o ano de 2019. Nos enchemos de expectativas com a vasta quantidade de craques em nosso time, ponto atípico em nossa história recente. Entretanto, ainda há posições que carecem de atenção da diretoria e principalmente de Abel Braga, caso novos nomes não se juntem a nós.
Poderia aqui me prolongar a falar sobre as limitações de nossos laterais, principalmente pelo lado direito, mas este já se mostra tema batido e alvo de atividades da diretoria. Rafinha segue engatilhado para maio, e a situação de Jorge deve ser revista ao fim de janeiro, quando fecha a janela de transferências europeia. Mas minha preocupação gira em torno da posição de segundo volante de nosso time, hoje ocupada por William Arão.
Apesar de ter encerrado a última temporada em alta, tendo reconquistado sua vaga mesmo após ter sido colocado na lista de negociáveis, Arão ainda precisa mostrar mais trabalho para superar sua reconhecida inconsistência e principalmente a confiança da torcida. Não raramente apático e defensivamente falho, Arão se destaca por ser o único jogador da posição com características de tabela e infiltração, além de ser muito bom no jogo aéreo. Em suma, tem qualidade suficiente para ser titular da equipe, mas a ausência de um suplente direto que possa brigar pela vaga é um risco visto a importância tática da faixa central de jogo.
Não teremos mais a presença de Paquetá, que por muitas vezes foi utilizado como um meia mais recuado. No plantel, Diego é o único meia que pode jogar mais atrás, porém sem o mesmo potencial de marcação e com outra característica completamente diferente. Trocaríamos o homem surpresa por um clássico passador que busca levantar a cabeça e municiar os laterais ou centroavantes em lançamentos longos.
Muito tem se falado da opção de abolir a posição de segundo volante, colocando somente Cuéllar a frente da zaga seguido por uma linha de quatro jogadores, sendo dois meias mais centralizados e dois pontas, onde Arrascaeta e Diego dividiriam a responsabilidade da criação de jogadas. Entretanto, acredito que esse esquema super ofensivo não funcionaria pela superlotação de uma mesma faixa de campo. Na prática, um dos dois meias teria que ser responsável pela aproximação com a faixa defensiva, tornando-se uma espécie de enganche, enquanto o outro ficaria mais avançado. Defensivamente, o time ficaria bastante exposto. Considerando que a maioria dos clubes brasileiros utilizam o esquema de pontas modernos, Cuéllar ficaria sobrecarregado em cobrir duas alas do campo.
Em suma, a função tática do segundo volante é uma das mais importantes do elenco devido à sua bivalência, defendendo e apoiando. Dentro do próprio elenco, Abel ainda tem a opção de utilizar o jovem Jean Lucas, com qualidade mas ainda em lapidação, e até mesmo Cuéllar, alçando Piris da Motta à titularidade na primeira volância. Ronaldo, por outro lado, ainda não demonstrou qualidade suficiente dentre os profissionais para chamar tal responsabilidade.
De qualquer maneira, é algo a se ver com muito carinho. Uma temporada inteira pode ser desperdiçada por um único detalhe, e aprimorar cada setor do campo é uma tarefa a ser feita desde a pré-temporada. E ainda temos espaço para reforços…
SRN!
Rodrigo Coli
Twitter: @_rodrigocoli
2 Comentários

  • Eu acho no momento o Diego muito mais um 2º volante do que o Arão, escalação da equipe ideal até o momento pra mim:
    DIEGO ALVES, PARÁ, RODOLFO, RODRIGO CAIO, TRAUCO, CÚELLAR, DIEGO, EVERTON RIBEIRO, ARRASCAETA, VITINHO E GABIGOL.
    Mas eu acho que ainda tem que chegar 1 zagueiro, 2 laterais, 1 atacante de lado…

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