Anderson Alves: “O Flamengo sempre precisou de mais que Abel”

Quem me acompanha sabe que tenho uma espécie de “vencimento” para falar sobre treinadores. Por este mesmo motivo não consegui escrever sobre o futebol na era Rueda/Carpeggiani. Isso acaba furtando a oportunidade de analisarmos juntos suas propostas etc. Vou antecipar com Abel, por que já entendemos como isso se dará sob seu comando.

Olá, coleguinhas de Coluna do Flamengo. Hoje vamos falar do que aconteceu taticamente com o Flamengo em 2019 e o que podemos esperar do nosso atual treinador.

Quem era o Flamengo em 2018? O rubro Negro era no ano passado um time de posse de bola que se utilizava da troca de lado para desequilíbrar o adversário e furar a retranca, majoritariamente utilizada no Brasil para duelar com o clube. Claro que não era a totalidade da proposta, mas a rigor era bem isso. Foi assim com Zé Ricardo, foi assim com Rueda, foi assim com Carpeggiani e Barbieri.

À primeira vista o modelo agrada, mas não ganhou nada no passado recente e a lembrança que um time mais reativo nos levou ao título da copa do Brasil em 2013. Em alguns momentos não acertou a sua defesa, o que culminou em algumas derrotas incômodas, noutros o fracasso do modelo e o aparente desligamento de alguns jogadores, variados embora alguns tenham virado símbolo, tenham construído a imagem de “time de bananas”.

Qual foi a solução encontrada? Promover a chegada de um treinador reconhecidamente firme e pronto a acabar com a bananice! Mesmo que isso signifique romper com o modelo construído desde 2015 com, pasmem, Cristóvão e Osvaldo? Sim. Mesmo que signifique isso! Então o Flamengo decretou a falência do modelo anterior? Sinceramente? Não. Landim só queria demonstrar ruptura com Bandeira. É óbvio, inclusive pela recuperação financeira, que o Flamengo se preparou para ser protagonista e deixar a bola com o adversário, que pode ser o Americano, e se entrincheirando em seu campo esperando uma falha, é pobre demais.

O time de Abel pode ganhar alguma coisa? Claro! Na verdade o maior risco é ganhar, estranhamente. Às vezes um título pode mascarar, por exemplo, a forma como se joga contra times sofríveis “a espera de um milagre”. Vivendo de empate e vitórias mínimas com a segunda folha mais cara do Brasil.

Nós merecemos mais!

Anderson Alves, O otimista.

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