Fabio Monken: “Ferrari com desempenho de fusca”

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Salve, Salve, Nação Mais Linda do Mundo!

Essa é a analogia que faço do estágio atual do time do Flamengo. Não me entendam mal, os dois chegam ao destino, porém a Ferrari chega muito mais rápido e com muito mais tranquilidade e conforto. Acreditem! Adoro um fusquinha, mas sei de todas as suas limitações.

O time do “Abelão” é assim, faz o básico. Aliás, faz menos do que o básico, pois passar sufoco contra Fluminense e Vasco com os elencos que ambos possuem atualmente é inadmissível.

Estamos, mais uma vez, restritos às individualidades decidirem os jogos. Isso é observado desde o remoto tempo de Zé Ricardo no Mengão, com um “upgrade” de qualidade nos jogadores hoje existentes. Taticamente somos abaixo do sofrível e penamos para empatar com um Fluminense muito melhor organizado taticamente, mesmo com um elenco infinitamente inferior em qualidade técnica.

Aí virão os defensores do treinador e os anticríticas dizerem que estamos na final. É óbvio que estamos, e seria uma vergonha enorme se não estivéssemos. Vou além: será ainda uma vergonha não ganharmos o campeonato, coisa que deveríamos fazer com os pés nas costas, jogando fácil.

Mas vamos aos fatos. Passamos pelo Fluminense no último sábado e agora enfrentaremos um Vasco em frangalhos emocionalmente por tudo o que ocorreu neste último final de semana.

Aí é que a coisa fica ruim. Lógico! Lembram do jogo da última quarta-feira pela Libertadores? Esse oba-oba criado pela parte mais ingênua de nossa torcida, que não consegue perceber nosso pífio sistema tático (ele existe?) é muito perigoso.

Esse afã desmedido acaba por criar expectativas exageradas e superestimadas acerca da equipe montada pelo “somelier” tricolor (sim, ele ainda acha que está dirigindo os flores, não veem como se refere ao nosso time nas entrevistas?).

A coisa só tende a piorar. Se antes eu concordava com meu querido amigo Fabrício Chicca, que defende a tese de que a forma do Abel jogar é suficiente para ganharmos algo este ano, faço aqui mea-culpa e revejo minha posição contrariando nosso “expert” em estádios, quesito sobre o qual o “Kiwi” tem excelência absoluta.

Estando em desacordo na forma com que o treinador escala o time, arraigado em defender pensamentos retrógrados e se eximindo de trabalho árduo para encaixar o Arrascaeta no time, por exemplo, tenho a convicção de que o tempo dele no futebol já se esgotou. Findou, também, seu prazo de carência no rubro-negro.

Lembrem-se: ganhamos as duas primeiras partidas na Libertadores, mas não jogamos bem. Aliás, muito longe disso. Na estreia passamos muito sufoco, inclusive. E no Carioca, onde deveríamos ganhar com extrema facilidade, complicamos jogos fáceis e conseguimos perder pros vices. Isso beira o vexatório.

Como venho afirmando há tempos aqui no Coluna do Fla, devemos saber separar a emoção da razão para analisar o desempenho da equipe neste primeiro trimestre, o qual avalio ser péssimo. Quando o time entra em campo, devemos apoiar incessantemente, mesmo não concordando com nomes e formas de atuação, mas eximir-se de análise criteriosa e ponderada sobre o time seria estúpido e pouco inteligente.

Já passou da hora de termos, enfim, um técnico decente, com novo conceito sobre o jogo e taticamente alinhado com o futebol moderno. Devemos ainda dar-lhe carta branca para realizar as mudanças necessárias em todo o departamento de futebol do clube além de oferecer-lhe um contrato de trabalho de, no mínimo, dois anos os quais seriam totalmente garantidos pela diretoria, sob quaisquer circunstâncias. Isso é estar alinhado ao profissionalismo!

Agir de forma seria muito inteligente. Isso é o que clama o futebol do Flamengo! Temos o melhor elenco desde que os Blues assumiram, mas já passou a hora de contratarmos um maestro digno de filarmônica de Munique, com excelência, categoria e plenamente ciente de suas atribuições e responsabilidades frente ao maior time de futebol das Américas! Clamamos pela excelência no treinamento e rendimento da equipe! O sarrafo subiu, galera! A hora é agora! Vai pra cima deles Mengo!!!

O Flamengo simplesmente é!!!

Saudações Rubro-Negras a todos!

Fabio Monken

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8 Comentários
  • Na moral, quando é que os “comentaristas” rubro-negros vão mudar o discurso de que tem que mudar de treinador? Desde a gestão Bandeira de Mello já foram QUINZE!

  • Alem do meu repúdio a Abel, depois de tudo que ja passamos nesse estadual com arbitragem, culminando NOS ABSURDOS DE SABADO, SERA QUE NINGUEM NESSA DIRETORIA ENTRARÁ COM UMA REPRESENTACAO FORMAL, ALEM DE UM PRONUNCIAMENTO VIA IMPRENSA? O Juiz quebrou protocolo do VAR!

  • Fabricio voce tem assistido os jogos do fla ? nos ultimos jogos do mengao, incluindo o penarol nos dominamos todos os adversarios, TODOS OS TIMES JOGARAM NA DEFESA PORQUE NAO TIVERAM CAPACIDADE TECNICA PARA NOS ENFRENTAR DE IGUAL PARA IGUAL. Se voce foi ao maraca NO FLA X FLU, ate o final do primeiro tempo o campo do fla era um deserto, todo o jogo se desenvolveu dentro do campo do flu, e voce escreve um artigo dizendo que o fla nao possui uma tatica alinhada com o futebol moderno, que futebol moderno voce acompanha, sugiro que voce veja barcelona real madrid, bayer, psg, manchester city, eles jogam com maior numero de posse de bola, dominam o campo atraves da tecnica superior, fazem maior numero de gols e frequentam a lideranca dos campeonatos que disputam.

    • Qual a vantagem de jogar no campo adversário e não conseguir fazer o gol? Ainda sofre gol de contra ataque… Ainda há quem defenda depois da derrota para o penarol, o time ficou no campo adversário mas não havia uma triangulação, algo para quebrar as linhas, tivemos menos finalizações no gol do que o time que jogou se defendendo… Atacar assim não adianta

  • pedro morais voce esta certissimo, o fla dominou mas nao transformou o dominio em gols, precisamos ser mais efetivos no ultimo passe e nas finalizacoes, de qualquer sorte, no fla x flu quando Arrascaeta entrou na armacao, o fla agrediu muito mais.

  • Concordo com vc. O mengão sob Abelão, ainda não tem um planejamento tático definido, mesmo! Nossas vitórias se resumem, simplesmente, na categoria individual de nossos atletas. Basta lembrarmos do jogo recente frente ao Peñarol, equipe bem organizada taticamente, que dificultou e, MUITO, o nosso LIMITADÍSSIMO esquema de jogo: o resultado disso, todos SABEM.

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