Anderson Alves: “Temos que falar sobre Willian Arão”

Willian Arão não é o sonho de grande parte da torcida do Flamengo, mas sua manutenção não chega nem perto das esquisitas teimosias que presenciamos nos últimos tempos do Rubro-negro. Aliás, o jogador não é essa quimera produzida por alguns.

Olá, coleguinhas de Coluna do Fla. Hoje vou mexer num vespeiro com sérias indicações de que não voltarei o mesmo. É sério! Defender a manutenção de Arão é uma heresia punida com a morte em alguns setores da nossa torcida.

Para começo de conversa, devemos colocar as claras que o cabeludo também não é o meu sonho para a posição, o Flamengo merece Kroos ali. Problema. Em 2016 quando Arão chegou, nosso dono da posição era Márcio Araújo, que foi deslocado para a primeira volância com sua chegada, visto que era indispensável. Entre Kroos e Baidu, há Arão. Não podemos esquecer que o mito foi contratado como substituto ideal para Elias.

Todos conhecemos a história. Com Muricy funcionava magnificamente e, depois do jogo contra o botafogo caiu de produção. Ainda assim faz boas partidas. Quem acompanha notas e pontuação dos sites especializados sabe que não é o que se fala. Não sou empresário do Arão, não tenho que “provar por a + b” que o jogador não é inútil, mas o jogador é tratado como fosse um pereba. Me desculpem os críticos. Não é! Longe disso.

Não há muito o que falar sobre os bodes expiatórios que a torcida geralmente produz e não são esse problema todo. Quando o jogador é da base então a coisa se multiplica! Não dá para ignorar alguns fatos. Já vi torcedor avacalhar sua apresentação sem que o jogador estivesse em campo. Parece até que torcem para o time do “sem Willian Arão” ao invés do Flamengo.

Lembremos do ótimo time do ano passado com Paquetá jogando o fino da bola nesta posição. Depois da copa tudo mudou! O time não voltou a ser o que era e Barbieri foi demitido. Ainda em seus últimos momentos o treinador sacou o prata da casa (depois Diego com Dorival) em detrimento de Arão, o que fez o time engrenar e melhorar a campanha. Também sou adepto de um volante só, mas nas mãos de Abel não irá funcionar mesmo. Melhor deixar que ele faça seu Feijão com Arroz que já está difícil.

Lógico que o volante não foi o grande diferencial ano passado. Paquetá estava com a cabeça em outro lugar e colocar um jogador que estivesse ali fez diferença. Arão não é decisivo! Ao menos podemos concordar que sua entrada ali melhorou o time que caía.

Ficar à frente de Diego é secundário. O capitão costuma orbitar o meio e a esquerda para triangular com Bruno e Renê, enquanto Arão triangula com Everton e Pará. Pelo balanceamento regular Diego vem fechar aquele espaço quando atacamos pela direita. Isso deve ser acertado com o treinador.

O que não pode é o seu muito flagrante desligamento durante os jogos. Precisa estar ligado para que o time não sofra e melhorar os cruzamentos. Muitas vezes, uma bola é tudo que o adversário precisa. Seus aparecimentos surpresa quase não funcionam mais, vai precisar se reinventar. No mais não é o jogador que pintam e não merece o tratamento que recebe de parte da torcida. Torcendo para que troquem o professor e, o treinador que chegue cobre intensidade do time fazendo-o subir de produção caso seja mantido nos 11.

Anderson Alves, O otimista.

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