FOTO: ALEXANDRE VIDAL / FLAMENGO
Por: Luiz Biriba
Liderar o Campeonato Brasileiro durante meses e terminar sem levantar a taça é uma das particularidades da competição por pontos corridos. Diferentemente do mata-mata que caracteriza a Copa do Brasil e a Libertadores, no Brasileirão é a regularidade e a consistência que garantem, ao menos, chances reais de título ao final do certame. E, pensando assim, não há como ser inconstante se o desejo é frequentar as primeiras posições da tabela até o final de setembro, mirando o sprint final.
A parada para a Copa América pode, portanto, ser fundamental para um Flamengo em reconstrução. Anos de exceção, como será 2019 e foi 2018, costumam causar grandes alterações nos times brasileiros – muito por conta da abertura da janela do meio de ano na Europa, que causa estragos ou reforça a maioria das equipes. Isso sem falar nos benefícios (ou não) que este intervalo traz.
Não custa lembrar que no ano passado, o Brasileirão foi interrompido com o Mais Querido liderando com 27 pontos e quatro a mais que o segundo colocado. Após a Copa do Mundo da Rússia… Bem, após a Copa de 2018 o torcedor se lembra do desempenho aquém da equipe. A título de exemplificação, a vantagem pré-copa de oito pontos para o Palmeiras (27 x 19) se inverteu na mesma proporção em dezembro, com vantagem para os paulistas (80 x 72).
Sendo assim, vencer as duas partidas contra Fluminense e CSA, embolsar mais seis pontos na tabela e chegar aos 19 na classificação pré-Copa América é o dever de casa Rubro-Negro. Primordial para que o treinador português Jorge Jesus inicie e desenvolva seu trabalho, a partir do dia 20 de junho, com tranquilidade. No retorno do Brasileirão, contra o Goiás, pela décima rodada, já bastarão a expectativa e a ansiedade naturais que permeiam uma estreia. A pressão, se existir, tem que ser para cima do adversário, com um futebol vistoso e envolvente durante os 90 minutos.

Com certeza 2019 será diferente de 2018. Jorge Jesus já receberá um time com uma base formada precisando apenas de alguns reforços pontuais, como zagueiros, laterais, um volante e um centroavante.