FOTO: ALEXANDRE VIDAL/FLAMENGO
FOTO: ALEXANDRE VIDAL / FLAMENGO
O Flamengo montou um elenco bastante qualificado para a disputa das temporadas de 2019 e 2020. O meio-campista Gerson foi contratado em meado do último ano e se tornou um dos destaques do time comandado por Jorge Jesus. O jogador, que havia saído do Brasil em 2016, retornou ao país atuando em diversas posições – antes era apenas meia-atacante -, e ele explicou como se deu essa transformação na carreira.
— Esse momento que chamo de “recomeço” na carreira começou a ser construído na Itália, mais precisamente no meu segundo ano na Roma. Eu saí do Brasil com muitos elogios e grande expectativa. Isso às vezes nos faz desviar um pouco o foco da carreira. Joguei pouco no primeiro ano na Roma e tive a certeza de que precisava mudar e me reinventar. Passei a treinar em casa, me atentar aos detalhes, marcação, posicionamento, tudo. Nesse período entendi que não podia ficar preso a uma função. Não podia fechar minha cabeça ao novo que estava vivendo, e o principal: entendi que eu não era um jogador pronto -, detalhou, em entrevista ao blog do jornalista Alexandre Lozetti.
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Gerson passou a ser um dos principais jogadores do atual elenco do Flamengo. O atleta tem chamado a responsabilidade e participado de todas, ou da maioria, das jogadas ofensivas do clube carioca. Esse dinamismo foi adquirido na Itália. Mas muito por conta da ambição do próprio meia, que passou a se cobrar e ficar em campo após os treinamentos para continuar aprendendo novos posicionamentos.
— Sendo bem sincero, nesse período de aprendizado na Roma eu ficava em campo depois dos treinos e pedia aos treinadores, auxiliares, para me passarem coisas novas, posicionamentos, a maneira correta de se posicionar em cada função. Acredito que ali eu passei a construir meu caminho para poder atuar em uma nova posição. Na Roma eu joguei por dentro algumas vezes, como terceiro homem, mas a função que mais fazia era um ponta pela direita, com liberdade para armar as jogadas por dentro. Com o (Stefano) Pioli, na Fiorentina, joguei muitas vezes como segundo homem do meio-campo e, em algumas oportunidades, até como primeiro -, contou, antes de prosseguir:
— Jogávamos com três zagueiros. Tendo sequência como segundo volante aprendi aquilo que eu acredito que mais precisava evoluir: intensidade sem a bola e poder de marcação. A posição te faz ter a bola sempre, isso é importante para eu estar os 90 minutos envolvido no jogo, e me fez entender que eu podia ser importante sem a bola. Antes eu era o cara do gol ou da assistência. Passei a entender que, mesmo sem isso, poderia ter influência no jogo. Essa é uma evolução que me dá prazer. Eu me tornei um jogador muito mais completo. E o Jorge Jesus tem grande parcela nessa evolução -, concluiu.
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