No duelo rubro-negro à beira da crise, deu Flamengo. E com sobras, apesar do susto nos acréscimos. Sob chuva constante no Maracanã, o time carioca interrompeu a péssima fase no Campeonato Brasileiro e derrotou o Vitória por 2 a 1, graças a dois gols de Hernane no primeiro tempo, na noite desta quarta-feira – o lateral Juan descontou. O jogo marcou a estreia, sem sucesso, do técnico Ney Franco no Leão, esforçado, porém apático em campo.
O resultado amenizou a situação na Gávea. Ainda que tenha se classificado para as quartas de final da Copa do Brasil neste meio tempo, superando o Cruzeiro por 1 a 0, fazia quatro rodadas que o clube não vencia. A zona de rebaixamento se aproximava perigosamente. Agora, um salto provisório para a 12ª posição, com 22 pontos. Os baianos estão no décimo lugar, com a mesma pontuação. O estádio recebeu 10.312 pagantes (12.616 presentes) para renda de R$ 413.625,00.
O Flamengo precisava deixar para trás a qualquer custo a goleada sofrida para o Corinthians, na última rodada. E não perdeu tempo. Para evitar uma pressão maior da torcida, partiu para o ataque, mas errava ao se aproximar da área. O Vitória, por sua vez, mesmo também em busca de apagar a má sequência, ficou retraído, mas assustou nos contragolpes puxados por Renato Cajá, Luiz Alberto e Maxi. Até cerca de metade da etapa as chances foram iguais.
Principal destaque do time da casa, Elias viu suas aparições como elemento surpresa não surtirem efeito: foram três impedimentos. No entanto, não se pode reclamar do volante, que foi o responsável pelo passe certeiro para Hernane abrir o placar, em toque de categoria, no ângulo, na saída de Wilson. A desvantagem fez o Leão se adiantar um pouco, mas não o suficiente para tirar o sono do goleiro Felipe, embora tenha até arriscado mais a gol: 8 a 6.
Quando o árbitro já apontava o minuto de acréscimo, o Brocador voltou a marcar presença ao subir sozinho para cabecear a bola para baixo e tirar a chance de defesa, aos 43. O intervalo veio e não serviu para mudar o panorama. Pouco efetivo, o Vitória tinha relativo domínio, mas era estabanado na hora de definir e raramente penetrava. À exceção do lance em que Dinei ajeitou para Maxi parar em Felipe, na cara do gol, aos 28 minutos do segundo tempo.
Sem emoções, a partida transcorreu sonolenta até o fim, com muito toques de lado no meio de campo e lançamentos equivocados. Nem mesmo as alterações feitas por Mano Menezes e Ney Franco mexeram com o desenho tático, ainda que a entrada Marquinhos na vaga de Luís Alberto tenha oferecido uma sobrevida ofensiva aos baianos. A água caiu com mais força no fim e deu um banho de alívio nos flamenguistas que comemoraram a volta dos três pontos.
Fonte: GE

