Em reunião com o governador Sérgio Cabral no Palácio Guanabara, o presidente Eduardo Bandeira de Mello deixou clara a principal insatisfação do Flamengo no atual acordo com o Consórcio Maracanã: os custos operacionais do estádio em dias de jogos. O clube quer ter o direito de escolher os fornecedores de serviços nos dias de suas partidas.
Na última quinta-feira, após a vitória sobre o Cruzeiro, o Flamengo formalizou esta nova proposta ao Consórcio Maracanã S/A. As duas partes continuariam dividindo tanto despesas quanto receitas, mas o clube quer fazer as contratações de serviços como segurança, limpeza, buffet, estacionamento, entre outros.
Segundo cálculos do Flamengo, em um jogo para cerca de 38 mil pessoas, os fornecedores contratados pelo Consórcio chegam a custar, no total, R$ 200 mil a mais do que custariam segundo a cotação feita pelo clube com seus prestadores de serviço: R$ 380 mil contra R$ 180 mil. A insatisfação rubro-negra com esse e outros aspectos já havia sido manifestada em carta aberta à concessionária na última sexta-feira.
Governador faz ‘apelo’ a concessionária e confirma que Maracanã não voltará ao Estado
Após a reunião desta segunda, Eduardo Bandeira de Mello revelou uma ligação do governador Sérgio Cabral ao presidente do Consórcio Maracanã, João Borba, em um “apelo” para que a concessionária e o Flamengo se entendam com urgência. Segundo o presidente rubro-negro, Cabral ainda confirmou o que havia dito nesta manhã: que o estádio não voltará a ser administrado pelo Estado.
“A reunião foi ótima. O Maracanã é a casa do Flamengo e nós temos todo o interesse de jogar lá. O governador ligou para o presidente do consórcio, João Borba, e fez um apelo para que sentemos e conversemos imediatamente. Ele também falou que o Maracanã não vai voltar para a Suderj. Queremos que as coisas se acertem com o Maracanã e que nós firmemos um acordo definitivo no ano que vem”, afirmou Bandeira de Mello, no Palácio Guanabara.
O atual contrato do Flamengo com o Consórcio Maracanã é válido apenas até o final deste ano. Fluminense e Botafogo fizeram acordos de longo prazo, válidos por 35 anos.
Fonte: ESPN

