Na noite em que o Botafogo constatou que há vida sem Vitinho, o Flamengo descobriu o óbvio: é extremamente dependente de Elias, único reforço de fato efetivo e que uma vez mais (mesmo longe das condições físicas ideais) salvou o rubro-negro. O Glorioso e o Mais Querido se enfrentarão agora em dois jogos de mata-mata, já pelas quartas de final da Copa do Brasil. E Elias está suspenso…
Se a análise for fria e técnica, portanto, o confronto tem um claro favorito. Mas, como se sabe, em clássicos esse tipo de vantagem nem sempre prevalece e, jogando no Maracanã, o Fla costuma se agigantar, empurrado pelo grito de sua imensa torcida. Foi assim que chegou à vitória, anteontem, e desclassificou outro adversário tecnicamente superior: o Cruzeiro.
Embalados por classificações emocionantes, diante de rivais fortíssimos, Botafogo e Flamengo lotarão o novo “Maraca”. E quem passar se encherá de moral para disputar o título dessa Copa do Brasil.
Disparate esportivo
Como os clubes que vieram da Libertadores entraram na Copa do Brasil somente a partir das oitavas, o bom senso indicava que os cartões amarelos dos jogadores dos times que vinham disputando a competição desde a rodada inicial (e foram três, de ida e volta, até a chegada dos “byes”) deveriam ter sido zerados a partir daí, para que todos disputassem a reta final da competição em igualdade de condições. Se assim tivesse sido feito, Elias, do Flamengo, e Bolívar, do Botafogo, por exemplo, poderiam estar em campo na primeira partida entre seus clubes, já nas quartas. Ainda há tempo de corrigir o equívoco e a injustiça.
Fonte: Blog do Renato Maurício Prado

