O Clube de Regatas do Flamengo e seus patrocinadores ofereceram, nesta terça-feira (30), um curso a agentes públicos sobre como identificar a pirataria dos produtos que levam a marca do clube carioca.
— O clube nos procurou em reconhecimento ao trabalho que vem sendo realizado pelo Governo do Distrito Federal, que é referência nacional no combate à pirataria, explica o secretário Seops (Secretaria da Ordem Pública e Social), José Grijalma Farias.
Participaram do treinamento 45 servidores da Seops e da DCPim (Delegacia de Combate aos Crimes de Propriedade Imaterial) que trabalham diariamente no combate à venda de materiais falsificados.
Na palestra, foi apresentada a linha de produtos licenciados do clube, com atenção especial à observação dos itens de segurança que diferenciam mercadorias oficiais daquelas que são piratas.
— Nosso principal objetivo é fortalecer nossa rede de lojas e nossos parceiros comerciais. Precisamos coibir a venda dos falsificados para que o investimento que esses parceiros fizeram no clube dê retorno, diz o gerente de Licenciamento de Lojas e Produtos do Flamengo, Guilherme Monnerat.
O Flamengo terá o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha como sede de mais cinco jogos do Campeonato Brasileiro. O próximo, no domingo (4), será contra o atual vencedor da Taça Libertadores da América, Atlético Mineiro.
A partir da representação da marca Flamengo, os órgãos do Comitê de Combate à Pirataria do DF, coordenado pela Seops, devem realizar um levantamento que vai identificar os principais pontos de venda e fabricação de mercadorias falsificadas com emblemas do clube no DF.
— Com essa investigação, além da troca de informações entre os representantes das marcas e os órgãos de governo, devemos realizar nossas próximas ações conjuntas com o objetivo de apreender os produtos e prender os responsáveis pela falsificação, detalha o delegado-chefe da DCPim, Luiz Henrique Sampaio.
O Flamengo é o primeiro clube a procurar os órgãos de fiscalização do GDF (Governo do Distrito Federal) para solicitar a defesa de suas marcas.
— No entanto, nossas portas estão abertas a todos os clubes brasileiros e estrangeiros ou qualquer representante de marca que seja prejudicado pela pirataria. Qualquer iniciativa que incentive nossa atuação, junto à capacitação de nossos servidores, é bem vinda.
O Comitê de Combate à Pirataria do Distrito tem dois anos de vigência e desde a sua criação, em junto de 2011, cerca de três milhões de produtos foram apreendidos. O colegiado reúne a Seops, como coordenadora-geral, e as secretarias de Fazenda, de Segurança Pública e de Governo.
Fonte: R7

