O Flamengo vinha de bons resultados, conseguiu uma distância confortável para o Z4 e as expectativas para o jogo contra o Atlético-PR eram boas, apesar de tradicionalmente o Flamengo jogar mal no sul e em especial contra o Atlético-PR e a dupla gaúcha Internacional e Grêmio. Os desfalques pro jogo eram Wallace, Alecsandro e Márcio Araújo por problemas médicos, deixando a dúvida de quem surgiria no ataque e no meio.
Luxemburgo escalou o time com: Paulo Victor – Léo Moura, Marcelo, Chicão, Anderson Pico – Luiz Antônio, Cáceres, Canteros – Gabriel, Eduardo, Éverton. Usar Eduardo como centroavante era a melhor opção já que isso diminuiria o desgaste dele, que poderia jogar mais perto do gol e os 90 minutos, porém a escolha de Luiz Antônio que notoriamente tem jogado mal esse ano não tinha qualquer fundamento, seria mais interessante por Muralha numa substituição direta a Márcio Araújo ou Recife que seria 1° volante adiantando Cáceres como 2° volante.
O jogo começou com o Flamengo atacando e envolvendo o adversário, Canteros subia bem e jogava pela direita com Gabriel, conseguindo tramar boas jogadas. E foi justamente numa grande jogada do argentino que invadiu a área pela direita e cruzou para Éverton chutar, que saiu o gol no desvio de Eduardo. Como não poderia faltar polêmica, pediram impedimento no lance, a TV falou em mão, mas a bola bate no peito, os braços colados no corpo e não havia impedimento, o gol também foi dado para o Eduardo e não para o Éverton.
O Atlético-PR se lançou no ataque em busca do empate e acabou deixando mais espaços atrás, o Flamengo conseguia chegar com perigo nos contra-ataques, mas desperdiçava as chances em erros no último passe. Foi então que após marcação frouxa de Léo Moura, Marcelo (do CAP) deu um passe açucarado para Delatorre, que já dominou tirando de Marcelo – que ficou no chão – e invadiu a área, Pico veio como uma jamanta e além de não atrapalhar o adversário na finalização, atrapalhou Paulo Victor, que não saiu e ficou no meio do caminho, pra completar a lambança da defesa, Chicão tirou a bola em cima da linha, mas no pé de Cléo, que só precisou chutar tirando do zagueiro.
Com o empate o jogo ficou truncado, o time da casa parecia estar bem satisfeito e só saía na boa, não deixava a defesa tão frágil e, pelo lado do Flamengo, Canteros também já não subia tanto deixando Éverton e Gabriel um tanto ilhados e Eduardo muito sozinho na frente. Desequilibrando a favor do time paranaense, estava o lado direito da defesa do Flamengo em que Luiz Antônio e Léo Moura não marcavam ninguém e toda hora deixavam Marcelo do CAP cara-a-cara com o Marcelo do Flamengo.
Marcelo, que vinha deitando e rolando em cima de Léo Moura, deixa o lateral para trás e dispara rumo a linha de fundo marcado pelo zagueiro Marcelo, que numa decisão inconsequente desliza para desarmar o adversário fazendo um pênalti claro e inquestionável. Erro do lateral que deveria ter dado o 1° combate para Marcelo desarmar o adversário desequilibrado e um erro ainda maior do zagueiro que não pode correr um risco desnecessário como aquele junto a linha de fundo.
Para o 2° tempo Luxemburgo não fez alterações no intervalo, mas não esperou muito para mudar o time fazendo logo 3 substituições, o que já foi um equívoco. Saíram Eduardo, Anderson Pico e Cáceres para as entradas de Nixon, João Paulo e Muralha, respectivamente. As perguntas que saltaram não só na minha mente, mas inundaram o twitter: Por que não tirar a nulidade que era Luiz Antônio ao invés de tirar Cáceres? Se João Paulo tinha condições de jogar, por que começar com Anderson Pico?
Sem Cáceres a defesa ficou mais frágil, Canteros acabou recuando e perdemos nosso melhor articulador de jogadas ofensivas, Muralha não foi tão bem, não deu agilidade alguma na frente ou melhorou a saída de bola, Luiz Antônio continuou sem render nada. Como o Atlético-PR estava na frente, não se expôs tanto e, mesmo com João Paulo melhorando o aproveitamento de Éverton, nenhuma jogada de real perigo saiu a favor do Flamengo, por outro lado as substituições quase permitiram ao adversário ampliar o placar, mas felizmente Paulo Victor manteve o nível de ótimas atuações com boas defesas que garantiram que mais nenhuma bola balançasse as redes do Flamengo.
Gabriel merece um comentário a parte, vi nas redes sociais muitos torcedores comentando que é jogador de 2° tempo e creio que essa será a “conclusão” de muitos, porém isso não faz jus a atuação dele hoje. Esforçado, correu o jogo todo, tentou aparecer pelo meio, por vezes caiu pela esquerda para jogar com Éverton e, não foram raras as vezes que estava mais recuado que Luiz Antônio marcando. A falta de rendimento dele e de qualquer outro por ali (lembremos que Everton já jogou na direita e ficou sumido o jogo todo) se deve ao isolamento do ponta direito que normalmente não tem nem o lateral e nem o volante para jogar, já que Léo Moura quase não sobe e os volantes quando raramente sobem quase não produzem, tanto que todas as boas jogadas de Gabriel hoje foi tendo Canteros ao lado ou quando caiu pela esquerda.
Para o próximo jogo a escalação inicial deve ser mantida com os retornos de João Paulo e Márcio Araújo, mas caso o volante não possa voltar, já sabemos que em hipótese alguma Luiz Antônio pode ser escalado por ali. Talvez a melhor opção seja mesmo entrar com Recife e adiantar Cáceres para 2° volante, assim fecha-se a avenida Léo Moura com alguém pra esconder sua ruindade, já que Luxemburgo não parece pensar em tirar Léo do banco e lhe dar uma chance.
Saudações Rubro-Negras
Fonte: Flamengo em Foco

