Na nova realidade do futebol brasileiro, em que um campeonato de oito meses exige elencos grandes, o que custa caro, é utopia imaginar que o troféu saia dos quatro principais estados do nosso futebol (além dos predominantes Rio e São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul). Mas a geografia do Brasileiro atravessa outras divisas.
São nove os estados representados pelos 20 clubes da Série A, num total de 11 cidades, incluindo a catarinense Criciúma, uma das únicas, junto de Santos, aonde não se chega de avião. A lista de palcos do Brasileiro, porém, deve ser aumentada pelo uso dos novos estádios construídos para a Copa do Mundo do ano que vem em cidades que não têm clubes na Primeira Divisão.
De hoje até 8 de dezembro, serão 380 partidas disputadas, sejam em arenas suntuosas e bilionárias como o novo Maracanã e o Mané Garrincha, ou alçapões mais acanhados como o sulista Heriberto Hulse, em Criciúma, ou o nordestino Aflitos, no Recife.
Até se conhecer o campeão, os que irão à Libertadores e os quatro rebaixados, é uma maratona de 34.200 minutos de futebol. Fora os acréscimos.
Fonte: O Globo

