Passada a euforia por evitar uma derrota num clássico, na volta ao Maracanã, o Flamengo olha para a própria situação, ainda à beira da zona de rebaixamento, e não vê muito o que comemorar. Só mesmo o ponto conquistado e a regularidade e a versatilidade de Elias, contratação de oportunidade feita logo que a nova gestão assumiu, e que se transformou na bandeira de sucesso do modelo com corte de custos e sem salários mirabolantes.
O volante, camisa oito, costuma fazer as vezes de dez, função que caberia a Carlos Eduardo, reforço que não vingou, e porque não de centroavante, como contra o Botafogo, marcando o gol da vitória no último minuto. O sucesso da relação do corintiano confesso com o Flamengo já mobiliza a diretoria a se movimentar para ampliar o contrato de empréstimo junto ao Sporting, de Portugal, que vai até dezembro desse ano.
— Vamos buscar uma estratégia para mantê-lo — resumiu o diretor Paulo Pelaipe. O jogador lembrou que veio para o Flamengo para buscar títulos e que o Brasileiro ainda é uma meta antes de pensar em permanecer mais tempo.
— Já criei um vínculo, é um time do povo, eu vim do povo. Sou esforçado e o torcedor do Flamengo gosta de raça. Vai ser uma coisa de cada vez, vamos ter uma conversa no fim do ano com o Sporting. Me sinto à vontade aqui e bem acolhido — disse o quase rubro-negro Elias.
Nos braços da torcida, como fez na comemoração de seu primeiro gol no Maracanã, Elias se queixou da punição com o cartão amarelo por ter ido até os rubro-negros por uma escada que dá acesso ao campo. O árbitro cumpriu determinação da Fifa, mas estragou a festa.
— Futebol é gostoso por causa disso, mas está ficando chato, porque a gente não pode comemorar com eles. Tem que rever. Na Europa o que mais se vê e isso. Temos estádios novos, que permitem mais contato, e tem que ir onde está a emoção, que é na torcida.
Fonte: Extra Globo

