Está cercado por 288 colunas, no centro de Brasília, o estádio brasileiro mais bem-sucedido entre aqueles construídos para a Copa das Confederações. Dos seis, o Mané Garrincha tem o maior índice de ocupação em 2013. A arena candanga sediou, até agora, quatro partidas pelos campeonatos Brasiliense e Brasileiro. Nesses jogos, em média 86,1% dos assentos disponíveis foram comprados pelo torcedor.
O levantamento do Correio leva em consideração os jogos desde a inauguração dos estádios de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. Os números afastam uma hipótese alastrada pelos detratores do Mané Garrincha: de que o estádio se tornaria um elefante branco tão logo fosse inaugurado. Mais do que isso, mostram que o torcedor do Distrito Federal gosta de comparecer a grandes eventos esportivos.
O Mané Garrincha apresenta um índice de ocupação superior mesmo vendendo ingressos mais caros do que nas praças acostumadas a ter jogos da elite do futebol brasileiro. Em Santos x Flamengo, 549 pessoas pagaram R$ 400 pelo bilhete mais salgado, na área VIP do estádio. Para Flamengo x Coritiba, esse setor caiu a R$ 200, mas o preço voltou a subir em Vasco x Flamengo, atingindo os R$ 260. Só mesmo na inauguração do estádio é que as entradas eram realmente acessíveis: os cerca de 3 mil ingressos colocados à venda para Brasiliense x Brasília custaram R$ 10, cada — os outros 17 mil foram distribuídos.
Nos outros estádios usados na Copa das Confederações, praticamente todos os jogos têm preços acessíveis ao grande público. Na Arena Pernambuco, os tíquetes de Náutico x Ponte Preta, pelo Brasileirão, iam de R$ 18 a R$ 50. Em Fortaleza, o Ferroviário — primeiro time a assinar contrato com o Castelão — vende seus ingressos mais baratos a R$ 15, mas assim mesmo teve os quatro piores públicos do ano. Contra o Guarany de Sobral, pelo Campeonato Cearense, apenas 200 pessoas estiveram no estádio. Dessas, 81 receberam bilhetes de cortesia da equipe.
Primeiro estádio do ciclo das copas das Confederações e do Mundo inaugurado, o Castelão recebeu 22 partidas até agora. Em apenas quatro oportunidades o estádio preencheu mais de metade dos 64.846 lugares. Os jogos do Ferroviário ajudaram a derrubar os índices de ocupação do estádio: a equipe coral teve cinco partidas como mandante. Na mais “popular” delas, levou 2.948 torcedores às arquibancadas, contra o Ceará.
Fonte: Super Esportes

