A cena é icônica e traduz perfeitamente a dimensão que Elias tem atualmente no Flamengo. Lesionado e ausente do último jogo, o volante tinha a escalação sob dúvida até minutos antes da partida contra o Cruzeiro. Cerca de dez minutos antes de a bola rolar, a escalação foi confirmada. Assim que o nome de Elias apareceu no telão, o Maracanã explodiu como se um gol já tivesse saído. Faz sentido. Não há como negar que Elias está em alta. E a relação com o Maracanã, templo rubro-negro, tem sido estreita.
Nas três vezes em que o Flamengo atuou no estádio após a reforma, o volante balançou a rede em todas: Botafogo, Fluminense e Cruzeiro. Duas vitórias e um empate. Lua de mel com a torcida, com os companheiros e com o técnico Mano Menezes. O caráter decisivo do camisa 8 salta aos olhos. É nele, hoje, em quem os rubro-negros repousam a esperança de melhores atuações da equipe. Nada que fique no coletivo da arquibancada. O próprio técnico Mano Menezes traduziu a importância do “artilheiro do Maracanã” para o caminhar do Flamengo na temporada.
“O que Elias representa neste momento tivemos a oportunidade de ver no sábado, em Brasília, diante do Grêmio, com a ausência dele. Isso deixou claro quanto seria importante participar desse segundo jogo do Cruzeiro. Vem assumindo a responsabilidade nos momentos mais importantes. Mas também não vai existir o Elias se o Flamengo não for uma boa equipe”, afirmou Mano Menezes.
Mas se a ausência de Elias não ocorreu contra o Cruzeiro, ela já está confirmada diante do Botafogo, no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil, em outubro. De tanto batalhar diante do Cruzeiro, Elias recebeu cartão amarelo por conta de uma reclamação. Foi o terceiro na competição e, por isso, o camisa 8 está suspenso. O fato chateou Mano Menezes por um motivo além do óbvio: como todos os clubes participantes da Copa Libertadores só entraram na Copa do Brasil a partir das oitavas de final, seria impossível que qualquer um deles tivesse um jogador suspenso pelo terceiro cartão amarelo.
“Você não pode estabelecer situações iguais para times com trajetórias diferentes. Tem que haver uma coisa justa. Você está dando vantagem para as equipes que entraram agora. Não tenha dúvida que fomos prejudicados. Não precisava disso. Perdemos um jogador importante. Mas estamos aprendendo. Um dia chegaremos lá, perto do ideal”, disse Mano Menezes, em referência à organização do futebol brasileiro.
No primeiro gol no Maracanã, diante do Botafogo, também depois dos 40 minutos do segundo tempo, Elias comemorou correndo em direção à torcida, na arquibancada. Nada mais apropriado. Afinal, o camisa 8 está mesmo nos braços da galera.
Fonte: ESPN

