A decisão do Governo do Rio de não demolir mais o estádio Célio de Barros e o parque aquático Júlio Delamare evidencia que a concessão do Maracanã a um consórcio privado deu com os burros n’água. Quem acompanha a história desde o início sabe que a ideia de Sérgio Cabral sempre foi repassar o Maracanã para a IMX de Eike Batista. O que foi feito através de edital talhado para isso.
O que ninguém esperava era que o império de Eike desmoronasse, como desmoronou. E que a turma que assumiu o Consórcio fosse tão neófita no ramo, como tem se revelado.
Além dos shows ridículos, durante o intervalo, dos funcionários completamente despreparados (mais confundem que informam!) e dos preços exorbitantes, fora da realidade do brasileiro comum, os novos responsáveis pelo estádio se mostram incapazes até de vender e distribuir os ingressos e organizar a entrada dos torcedores!
Diante disso tudo, não me espantarei se a Odebretch (dona de 90% do consórcio) desistir do negócio e o “Maraca” voltar para as mão da velha (incompetente e suspeita) Suderj. Se isso será melhor ou pior, só o tempo dirá. Mas que o início do Maracanã nas mãos da iniciativa privada está sendo um desastre, não resta dúvida.
Manobra política
Nunca fui favorável às demolições do Célio de Barros e do Julio Delamare e, portanto, acho que a decisão de agora apenas repara o absurdo inicial. Mas a pergunta que não quer calar é: se o prestígio de Sérgio Cabral não tivesse naufragado, em níveis de mar profundo, teria ele voltado atrás?
Fonte: Blog do Renato Maurício Prado

