A ex-presidente do Flamengo, Patricia Amorim, recebeu um ofício da comissão de inquérito do Conselho Deliberativo do clube, e comparecerá à Gávea na próxima quinta-feira para prestar esclarecimentos sobre as contas de 2011.
O convite foi feito pelo presidente da comissão, Moysés Akerman, grande benemérito rubro-negro. Segundo ele, Patricia será tratada com o respeito de uma ex-atleta e presidente, e responderá sobre o que desejar ao ser questionada a respeito de gastos não comprovados e mal utilizados de sua gestão, sem perseguição política.
— Tenho autoridade moral para dar a ela tranquilidade de dizer o que quiser. Não sou de grupo A, B ou C. Tenho 38 anos de vida associativa. Não sou partidário da chapa vencedora. Sou partidário do Rubro-negro. É uma atleta renomada do clube. Não pode ter a imagem arranhada por qualquer coisa. Vai ser tratada como presidente, com todo respeito. Para não ficar nenhuma dúvida em torno dela — explicou Akerman.
A comissão passará a Patricia as informações colhidas em outros depoimentos ao longo dos últimos meses, entre eles do vice de finanças Michel Levy, que colocou a responsabilidade sobre a ex-presidente em custos como viagens para torcidas organizadas e outros R$ 7 milhões sem prestação de contas.
— Vamos dar a ela todo o conforto para falar o que quiser. Vamos passar a ela as informações dos outros depoimentos. Depois dessa última entrevista convocaremos uma reunião para emitir um parecer. No meio de setembro ele será votado no Conselho Deliberativo — acrescentou o presidente da comissão de inquérito.
— Se ela esclarecer, ponto final. Pode dizer que gastou mal, que contratou jogador errado, técnico errado. Mas até gastando mal tem que mostrar porque gastou — ensinou Moysés Akerman.
O Conselho Deliberativo do Flamengo também está prestes a ser convocado, e dessa vez o presidente Eduardo Bandeira de Mello é que dará as explicações. Os conselheiros querem saber detalhes do acordo com o Maracanã, do contrato de estacionamento e da penhora do Ninho do Urubu como garantia do pagamento da certidão negativa de débito junto à Receita Federal. Os temas, no entanto, não passarão por votação, segundo o presidente Delair Drumbrosk.
Fonte: Extra Globo

